A mulher de 67 anos entrou no meio das agressões para proteger o neto, vindo a ser agredida com o cinto nas costas
Equipe da Polícia Militar (PM) compareceu na rua Jerônimo Luiz Silva, Jardim Canadá, onde uma mulher de 67 anos relatou que seu filho, de 38 anos, usuário de drogas, chegou em casa agitado, agressivo e começou a gritar.
Ele, que aparentava estar sob efeito de alucinógenos, dizia que mandava na casa e que iria educar seu sobrinho de 15 anos. Ainda segundo relato da mulher, o seu filho pegou um cinto de couro e disse para o menor parar de mexer no celular, pois aquele aparelho seria “coisa do capeta”.
Ao ser ignorado pelo sobrinho, começou a bater com o cinto nas pernas do adolescente, causando-lhes vermelhidão e vergões, além de algumas escoriações.
As agressões continuaram, quando o autor bateu a cabeça do garoto contra a parede por duas vezes. Nesse momento, a mulher de 67 anos entrou no meio das agressões para proteger o neto, vindo a ser agredida com o cinto nas costas, causando-lhe um vergão, e também recebeu vários empurrões.
Ela conseguiu tomar o cinto do autor. A viatura chegou ao local e o autor, que ainda estava na residência, parou com as agressões físicas. Porém, mesmo com a presença policial, ele continuou ameaçando a mãe, chamando-a de “bruxa, meretriz”.
O homem não se intimidou com a presença dos policiais e disse à mãe que, assim que os PMs fossem embora, iria matá-la. De acordo com o Registro de Eventos de Defesa Social (Reds), os militares tentaram, através de conversa, quebrar a resistência do autor e conduzi-lo, mas houve a resposta negativa.
Foi solicitado reforço e, mesmo após a chegada dos militares, o autor se recusou a obedecer à ordem para ser conduzido à Delegacia de Polícia. Foi necessária a utilização de técnicas de imobilização e algemação para quebrar a resistência e imobilizar o autor.
Diante dos fatos, foi dado voz de prisão ao autor das lesões e ameaças aos familiares e aos militares que participaram da ocorrência.