O governador Romeu Zema (Novo) continua sendo o principal alvo das manifestações das forças de segurança em todo território mineiro. Nesta segunda-feira (21), durante nova movimentação da categoria em Belo Horizonte, Zema foi retratado, inclusive, como “Zenóquio”, em uma analogia com o personagem Pinóquio.
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Além de cartazes com a contagem do governador, a insatisfação dos manifestantes com Zema também foram retratados em faixas, cartazes e, principalmente, no coro puxados por cima do carro de som. Eles pedem o cumprimento da promessa de pagamento das outras duas parcelas do reajuste de 12%, assinado em 2019.
Ao Jornal da Manhã, o presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra-MG), Heder Martins, um dos líderes da ação, alegou que o ato se tornou de “resistência”, dada a dificuldade de contato com o governador. Além disso, ele revela que o foco dos trabalhadores das forças de segurança tem que ser voltado, agora, para a tramitação do projeto entregue à Assembleia Legislativa.
“Antes [o foco] era para o Executivo, e a manifestação de hoje é de resistência, mas o foco a partir de agora é a Assembleia Legislativa. Sabemos também que, dependendo da emenda, o governador pode vetar, então temos que ter muita responsabilidade com os prazos. Às 18h o foco passa a ser a Assembleia, em todas as comissões, e é onde temos que tentar melhorar o projeto”, declara Heder.
De acordo com o Executivo mineiro, não há condições fiscais para cumprir o acordo, já que o Estado estaria no limite prudencial de despesas de pessoal da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).