Prefeito Anderson admite que, ao invés de ter implantado o plano de saúde para servidores poderia ter proposto um reajuste maior
Prefeito Anderson Adauto admite que, ao invés de ter implantado o plano de saúde para os servidores públicos municipais, poderia ter proposto um reajuste maior para a categoria. “Eu não estou arrependido de ter concedido o plano de saúde, mas, se não tivesse dado o benefício, quem sabe o reajuste poderia ser melhor para a categoria”, diz.
AA assegura que os servidores não sabem da importância do plano de saúde. “Eles não estão valorizando o benefício. Esta é a grande verdade”, lamenta. Para ele, a categoria sequer leva em conta os gastos para o custeio do plano de saúde, cujo impacto é da ordem de R$500 mil por mês, ou seja, R$6 milhões por ano aos cofres públicos. Ainda conforme o prefeito, caso os valores tivessem sido disponibilizados como reajuste, o aumento seria de 6% da folha de pagamento do servidor municipal.
AA também lembra que este ano será necessária a implementação do plano de carreira para a Educação, cujo impacto é de R$9,5 milhões por ano. Se o montante fosse revertido para todos os servidores, o reajuste poderia chegar a 8%.
Dentro deste contexto, ele revela não ter como não computar estes valores em prol da categoria. “Isso deve ser levado em consideração”, defende. Além disso, AA ressalta que os cortes no orçamento lhe permitiram disponibilizar mais R$4,5 milhões para promover o reajuste salarial. “Eu quero que o servidor entenda estes cálculos”, destaca o prefeito, lembrando que o ano é eleitoral. “Se eu tivesse condição, é claro que propunha um aumento maior”, completa.
O prefeito ainda garante que a categoria deve entender que durante os dois mandatos conseguiu um ganho real de 9,77%. “Não houve perdas, apesar de eu não considerar ganho real”, diz. Ele também destaca que o dinheiro não é um saco sem fundo na Prefeitura de Uberaba. “Eu até gostaria que fosse. Aí eu resolveria tudo”, dispara o prefeito, assegurando não ter margem para propor um reajuste maior.