Prefeito Anderson Adauto (sem partido) se posicionou novamente em relação ao julgamento da ação penal do mensalão pelos ministros do Superior Tribunal Federal – que na quinta-feira (6) encerrou a análise sobre o crime de gestão fraudulenta de quatro réus ligados ao Banco Rural. O processo será retomado hoje, com a apresentação do voto do relator, Joaquim Barbosa, sobre as acusações de lavagem de dinheiro.
AA insiste na prática de caixa dois, principal argumento de sua defesa, que já foi apresentada pelo advogado Roberto Pagliuso aos ministros. Além disso, ele destaca que “cada caso é um caso” ao ser questionado sobre as condenações já confirmadas pelo STF. “Tem caso de deputado que era presidente da Câmara que foi condenado porque contratou agência de publicidade”, comenta o prefeito em alusão ao deputado João Paulo Cunha, do PT, condenado por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. João Paulo acabou desistindo da disputa majoritária em Osasco (SP).
O prefeito ainda reforça que a tese do mensalão é de que os deputados ganhavam um dinheiro mensal para votar a favor de projetos do Governo Federal. “E eu estava como ministro”, salienta Adauto, que na época estava à frente do Ministério dos Transportes.
AA também garante que irá acompanhar o voto de todos os ministros quando forem julgar o seu envolvimento da ação penal, mas garante estar tranquilo quanto à tese da prática de caixa dois. “A minha parte, o dia que chegar, eu estarei parando para assistir o julgamento, mas o que eu fiz, como já disse, foi caixa dois de campanha”, finaliza. (DB)