Depois de audiência na Superintendência Nacional de Habitação da Caixa Econômica Federal, prefeito Anderson Adauto...
Depois de audiência na Superintendência Nacional de Habitação da Caixa Econômica Federal, prefeito Anderson Adauto (PMDB) planeja agilizar a abertura de linha de crédito referente ao programa “Minha Casa, Minha Vida”, a partir de 13 de abril. AA esteve ontem em Brasília, juntamente com prefeitos e vereadores da região, para conhecer detalhes do recém-lançado programa habitacional do governo federal.
O prefeito declara estar disposto a não medir esforços para que o município ofereça as operações financeiras do pacote habitacional a partir do dia 13 de abril, ou seja, já no prazo de duas semanas. Ele pondera que o déficit habitacional no Brasil é de sete milhões de moradias, portanto somente um milhão previsto no programa federal não resolverá o problema. “Quem sair na frente, tem mais chance de conquistar número maior de unidades”, disse.
Em Uberaba, uma comissão para agilizar os processos de definição de áreas e a viabilização dos investimentos imobiliários já foi constituída e está sob a coordenação do presidente da Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra), Samir Cecílio Filho. O projeto inicial é garantir, pelo menos, cinco mil casas para a cidade.
Também presente, o deputado Aelton Freitas (PR) solicitou a revisão do critério que exclui do programa municípios com menos de 50 mil habitantes. Para ele, a medida irá prejudicar boa parte das cidades mineiras que apresentam um déficit habitacional para famílias com renda de até seis salários mínimos e que se encaixam nas exigências do “Minha Casa, Minha Vida”.
O governo federal prevê que vai investir cerca de R$ 34 bilhões no programa. Desse total, R$ 25,5 bilhões virão dos cofres da União, R$ 7,5 bilhões do FGTS e R$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Do total de moradias, 400 mil serão destinadas para quem tem renda até três salários mínimos, outras 200 mil para quem recebe entre três e quatro salários mínimos, 100 mil para quem tem renda entre quatro e cinco salários mínimos, 100 mil para quem recebe entre cinco e seis salários mínimos e 200 mil restantes para população que recebe entre seis e dez salários mínimos.