Luiz Dutra, presidente da Câmara, espera posicionamento do Tribunal de Justiça para dar andamento ao processo
Acionada judicialmente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), que questiona o valor das obras de reforma e restauro do Paço Municipal, a Câmara aguarda agora decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais para dar andamento ao processo licitatório. Na semana passada a Casa foi oficialmente notificada que a entidade havia entrado com um mandado de segurança junto ao TJMG visando à suspensão da licitação em curso.
Quando o documento chegou à CMU, já havia sido assinado contrato com a Shark Construtora e Incorporadora Ltda., empresa vencedora do processo de licitação visando à realização das interferências nos dois prédios históricos que abrigam o Poder Legislativo. As obras estão orçadas em R$1.335.498,52, mas, por conta da ação judicial, não foi possível à Casa assinar a ordem de serviço para começar a reforma e o restauro.
O presidente da Câmara, vereador Luiz Humberto Dutra (PDT), informa que já foi apresentada defesa no caso e que agora aguarda a posição do TJ para dar andamento à demanda. Segundo o diretor-geral da Casa, Rodrigo Souto, a tese encaminhada à Justiça aponta que a licitação é exequível, tanto que houve até uma empresa legalmente constituída que a venceu. Ele pondera que à medida da demora para começar as obras, maior é o grau de preocupação com a estrutura física do Legislativo.
Como exemplo, Rodrigo cita que as goteiras voltaram com chuva que caiu na terça-feira à tarde, e em que pese não terem provocado corre-corre para proteger documentos e equipamentos, deixaram todos em alerta, especialmente por conta da fiação elétrica, visível em vários pontos.