Prioridade dada à adequação do aeroporto Mário Franco não significa desistência do projeto do aeroporto internacional de cargas
Jairo Chagas
Projeto de ampliação do aeroporto de Uberaba
Prioridade dada à adequação do aeroporto Mário Franco não significa desistência do projeto do aeroporto internacional de cargas e passageiros entre Uberaba e Uberlândia. A informação é do prefeito Paulo Piau (PMDB), reforçando que articulações continuam em andamento no governo federal para viabilizar o investimento. Piau salienta que o aeroporto internacional é um projeto em longo prazo, com maturação prevista em oito anos. No entanto, o prefeito pondera que o município já tem demanda por voos e a adequação no aeroporto Mário Franco é necessária para manter a atividade aeroportuária. “Se Uberlândia está fazendo adequação no aeroporto deles, temos que fazer o nosso correndo. Senão inviabilizamos aqui e teríamos como única opção de voos Uberlândia ou Ribeirão Preto. Isso seria para Uberaba um caos”, acrescenta. Com a adequação na pista de pouso e decolagem do aeroporto Mário Franco, a estimativa da Infraero é que a estrutura será suficiente para atender à demanda até 2029. Porém, o órgão já aponta a necessidade de planejar uma alternativa para atender à necessidade esperada na nova etapa de desenvolvimento do município. De acordo com o prefeito, a chegada Zona de Processamento de Exportação (ZPE) já reforça a necessidade do aeroporto internacional, pois as empresas que se instalarem no local atuarão no mercado exterior. Ele lembra que o Senado aprovou a redução de 80% para 60% na exigência de exportação para as empresas interessadas em se instalar na ZPE. O novo critério depende apenas da aprovação da Câmara dos Deputados agora. “Isso vai agilizar todas as zonas do Brasil e a nossa vai nessa esteira”, analisa. Desta forma, PP afirma que as articulações continuam junto à Secretaria de Aviação Civil, à Anac e à Infraero para inserir o Triângulo Mineiro como sede do aeroporto internacional. O pedido inclusive foi apresentado à presidente Dilma Rousseff (PT) durante a ExpoZebu. “Não é uma ação apenas de governo. Os modelos de aeroportos hoje são sob a forma de concessão. O dinheiro vem da iniciativa privada. Temos duas grandes empresas interessadas no estudo e que já operam aeroportos no Brasil e exterior. O assunto está crescendo”, finaliza.