Vereador Afrânio Cardoso de Lara Resende (PP) solicitou seu afastamento temporário da presidência da Comissão
O vereador Afrânio Cardoso de Lara Resende (PP) solicitou seu afastamento temporário da presidência da Comissão Permanente de Ética e Decoro Parlamentar. O ofício contendo a demanda foi protocolado na Presidência da Câmara, que já o encaminhou ao colegiado, que passará a ser presidido pelo colega Marcelo Borjão (DEM). A decisão do progressista é resultado da ação por improbidade administrativa à qual responderá na Justiça por ter cedido um chip corporativo para um colaborador informal do seu mandato, o ex-vereador Durval Chagas.
A cessão foi descoberta em escuta telefônica interceptada pelo Ministério Público, que investigava o já chamado escândalo da “máfia das ambulâncias”, embora os casos não tenham relação. Vinte e quatro horas depois de ter sido denunciado pelo promotor de Defesa do Patrimônio Público, José Carlos Fernandes Júnior, Afrânio revelou ao Jornal da Manhã que iria pedir o afastamento da presidência da Comissão de Ética, “até por uma questão de transparência”.
Desde o início da semana que o relator José Severino (PT) e o vogal Almir Silva (PR) estudam o Regimento Interno da Câmara para se posicionar sobre o caso, especialmente quanto à condução do colegiado. Conforme o republicano, como se trata de um pedido de afastamento temporário, o suplente deve assumir. Marcelo Borjão já sinalizou positivamente e adiantou ao JM que não irá representar contra Afrânio.
Para ele, o caso já está na Justiça, instância apta a julgá-lo. Ele e os demais integrantes do colegiado devem sentar-se hoje, sendo que a posse do democrata na presidência deverá ser efetivada na primeira sessão plenária de maio, dia 7.