POLÍTICA

Agentes do PSF fazem manifestação por salários e outros benefícios

Cerca de 100 agentes comunitários que atuam nas Unidades Básicas de Saúde, no Programa Saúde da Família, paralisaram ontem

Thassiana Macedo
Publicado em 19/11/2013 às 01:33Atualizado em 19/12/2022 às 10:10
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Cerca de 100 agentes comunitários que atuam nas Unidades Básicas de Saúde de Uberaba, no Programa Saúde da Família, paralisaram ontem o serviço por algumas horas para realizar uma manifestação no centro da cidade. Após caminhada em torno da praça Rui Barbosa, os agentes se reuniram na porta da Câmara Municipal, pedindo melhores salários, benefícios e o pagamento de insalubridade. A manifestação ganhou força com a presença de sindicatos da educação, de trabalhadores do Codau, dos Correios, da construção civil, bancários, entre outros, contra projeto que prevê mudanças através das Organizações Sociais (OSs) e Organizações Sociais Sem Fins Lucrativos (Oscips).   De acordo com agentes, que preferiram manter a identidade preservada, a categoria vem solicitando um espaço na agenda do prefeito Paulo Piau desde julho para discutir a situação dos servidores municipais, seja por conta própria, seja por meio de ofícios encaminhados pelo gabinete do vereador Marcelo Borjão (DEM), sem sucesso. Na pauta de reivindicações, a categoria inclui aumento salarial de pelo menos 6% e repasse de benefícios, bem como o pagamento de adicional de insalubridade, em virtude do contato dos servidores com os mais variados agentes infecciosos, como gripe A, tuberculose, hanseníase, entre outras doenças.   A categoria reclama ainda que o município não vem repassando às equipes o Pmaq, ou seja, o recurso de um programa que tem como objetivo induzir a ampliação do acesso, melhoria da qualidade da atenção básica e efetividade das ações governamentais direcionadas à Atenção Básica em Saúde. Segundo os agentes, o município é quem decide o que fazer com o recurso recebido mensalmente desde o ano passado, mas os servidores acreditam que ele deveria ser repassado às equipes de saúde da família.   Comissão formada pelos manifestantes obteve permissão para entrar na Câmara Municipal e participar da sessão, sendo posteriormente atendida pelos vereadores. Na ocasião, os 15 representantes manifestaram apoio à causa e pediram que a categoria produzisse um ofício, com todas as reivindicações dos agentes comunitários, a ser protocolado na casa legislativa ainda nos próximos dias. Além disso, o vereador Borjão estuda a possibilidade da realização de uma assembleia com todos os agentes comunitários do município, a fim de que todos participem das decisões.   Segundo a assessoria de imprensa, assim como as reivindicações de outros profissionais que atuam na Prefeitura Municipal, questões que envolvem produtividade, reajuste, plano de cargos e salários estão sendo discutidas dentro do trabalho em desenvolvimento da Fundação Getulio Vargas.

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