Empossado ontem, o vereador Almir Silva (PR) já assumiu as atividades em plenário e participou da votação de projetos. Quanto à equipe de gabinete, Silva ainda buscará entendimento com presidente da Câmara, Lourival dos Santos (PCdoB), para definir os destinos dos assessores pertencentes à cota do ex-vereador Paulo Pires (PSDB). Almir adianta que não abrirá mão da contratação do advogado André Palvas e de outros três colaboradores para o auxiliarem nos trabalhos até o fim do ano. Por outro lado, ele confirma que existe a possibilidade de incorporar os funcionários de Pires à sua cota. “Com apenas 20 dias para terminar o mandato, seria egoísmo não aproveitar esse pessoal. A intenção é não prejudicá-los”, afirma, ressaltando que ainda não teve tempo de discutir o assunto com o presidente e também com a equipe própria. Também não está definido por enquanto como ficará a situação de Antônio Donizetti (PP), que participou de quatro sessões. De acordo com Lourival, o jurídico ainda não se posicionou sobre o pagamento do valor equivalente ao suplente destituído. Ele acredita que a medida não deverá ser aplicada, pois a decisão judicial revogou a posse de Donizetti. Analisando que cada parlamentar perde cerca de R$ 700 por falta em sessão sem justificativa, o ex-vereador teria direito a aproximadamente R$ 2,8 mil pelo tempo de vereança. Virada. Ontem, Donizetti entrou com duas petições no mandado de segurança e no embargo declaratório que tramitam na Justiça Eleitoral. As petições foram protocoladas no Cartório da Zona Eleitoral 326, mas a juíza Régia Ferreira de Lima só vai se posicionar nesta quarta-feira. Nas petições, Antônio Donizetti participa à juíza que a Câmara Municipal descumpriu a decisão judicial, “uma vez que deu posse a Almir Silva, ciente de que o mesmo não é o primeiro suplente à vaga deixada pelo então vereador Paulo Pires”.