POLÍTICA

Ambientalistas denunciam aterro de nascente do córrego Barro Preto

Ambientalistas denunciam aterramento de nascentes no córrego Barro Preto, no bairro Universitário, nos fundos do Uirapuru. Conforme protesto manifestado nas redes sociais

Gisele Barcelos
Publicado em 25/01/2013 às 09:59Atualizado em 19/12/2022 às 15:06
Compartilhar

Ambientalistas denunciam aterramento de nascentes no córrego Barro Preto, no bairro Universitário, nos fundos do Uirapuru. Conforme protesto manifestado nas redes sociais, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente teria aprovado intervenções contrárias ao projeto de revitalização do córrego. O subsecretário da pasta, Rodrigo Barros, descarta irregularidades e argumenta que houve somente alterações na proposta inicial após análise técnica.

De acordo com o coordenador do Portal Voz do Cerrado, Carlos Perez, a preservação e revitalização do córrego do Barro Preto é uma das condicionantes ambientais para licenciamento do programa Água Viva perante a Superintendência Regional de Regularização Ambiental (Supram) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente. O projeto de canalização a céu aberto e revitalização do córrego chegou a ser divulgado no ano passado.

No entanto, conforme o ambientalista, foram autorizadas intervenções contrárias à proposta inicial discutida com os órgãos reguladores. Carlos inclusive ressalta que imagens registradas no local flagraram um trator aterrando o córrego que deveria ser conservado. “Rasgaram o projeto que foi apresentado à Supram e jogaram fora! As máquinas passaram por cima e arrebentaram tudo. Estão soterrando as nascentes que tinham ali e eram para ser preservadas”, protesta.

Carlos afirma que denúncia será formalizada no Ministério e também à Superintendência Regional para que a situação seja apurada e as medidas cabíveis tomadas para evitar maior degradação na área. “É um crime ambiental. Queremos que os responsáveis sejam punidos”, declara.

Em contrapartida, o subsecretário de Meio Ambiente, Rodrigo Barros, alega que a denúncia não tem procedência e garante que todas as intervenções realizadas foram devidamente autorizadas pelos órgãos de fiscalização ambiental.

Questionado sobre o aterramento das nascentes, Barros afirma que houve apenas a readequação do projeto por inviabilidade de técnica de fazer conforme o proposta inicial porque a área passou por atividade erosiva profunda.

De acordo com o subsecretário, foram realizados vistorias e laudos técnicos com a presença do representante da Supram e da equipe do programa Água Viva. “O projeto de canalização a céu aberto não resolveria o problema da erosão. Apresentamos a mudança ao superintendente regional e ele concordou”, disse, atestando que aguarda o superintende no início de fevereiro para nova vistoria das obras em andamento.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por