Fundação Nacional de Saúde (Funasa) publicou esta semana no Diário Oficial da União portaria com critérios para financiamento de projetos de saneamento básico em pequenas cidades. A Associação dos Municípios do Vale do Rio Grande (Amvale) começa a mobilizar prefeitos da região para apresentar propostas. O prazo termina no dia 21 de novembro. O secretário executivo da Amvale, Antônio Sebastião de Oliveira, informa que convocação foi enviada ontem aos prefeitos da região e reunião será marcada para discutir o assunto. Segundo ele, a definição dos projetos também levará em conta o resultado da consultoria contratada para elaboração dos Planos Municipais de Saneamento Básico. O diagnóstico será apresentado no dia 30 deste mês. “Esse estudo vai mostrar como nós queremos tratar a questão do lixo na região. Se vamos, por exemplo, construir uma usina para transformar o lixo em energia ou reutilizaremos os resíduos como adubo orgânico. A partir daí vamos ver com os municípios os projetos a serem encaminhados à Funasa”, ressalta. Oliveira lembra que consórcio intermunicipal já foi firmado na região e o órgão poderá apresentar proposta conjunta para investimentos em saneamento básico. No entanto, esta opção não exclui também o envio de projetos individuais pelos municípios. A Funasa custeará a implantação de coleta, transporte e destinação final do lixo. Uma das possibilidades é a criação de aterros sanitários. Serão selecionadas propostas de municípios com até 50 mil habitantes ou consórcios intermunicipais constituídos, em maioria, por cidades com população de até 50 mil habitantes. A transferência dos recursos será feita por meio da celebração de convênio. De acordo com a portaria, o atendimento dos pleitos estará condicionado à disponibilidade e à programação orçamentária da Funasa. Para obras e serviços de engenharia, o valor mínimo do projeto será de R$250 mil. Já para a compra de veículos e equipamentos o piso é de R$100 mil.