VOTOS COMPROMETIDOS

Votos divididos ameaçam peso político de Uberaba nas eleições de outubro, alerta analista

Profissional avalia que fragmentação entre candidatos locais pode inviabilizar representatividade política e dificultar captação de recursos para Uberaba

Marconi Lima
Publicado em 06/05/2026 às 20:06Atualizado em 06/05/2026 às 20:54
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Analista político Fabiano Elias avalia que os candidatos locais ainda têm baixa adesão às ferramentas digitais, o que amplia a vulnerabilidade diante de candidaturas externas (Foto/Reprodução)

Analista político Fabiano Elias avalia que os candidatos locais ainda têm baixa adesão às ferramentas digitais, o que amplia a vulnerabilidade diante de candidaturas externas (Foto/Reprodução)

O analista político Fabiano Elias avaliou o cenário pré-eleitoral em Uberaba e alertou para o risco de fragmentação de votos entre candidatos locais, o que pode comprometer a representatividade do município nas eleições de outubro. Em entrevista ao programa Pingo do J, da Rádio JM, ele destacou que o processo eleitoral tem se tornado cada vez mais complexo e influenciado por novas dinâmicas, especialmente com o avanço da internet.

Segundo Elias, a ampliação do alcance digital eliminou barreiras geográficas, permitindo que candidatos de outras regiões obtenham votação significativa em Uberaba. “Hoje não temos mais fronteiras de votos. É natural um candidato de outra cidade ter milhares de votos aqui”, afirmou. Para ele, os postulantes locais ainda apresentam forte perfil tradicionalista, com baixa adesão às ferramentas digitais, o que amplia a vulnerabilidade diante de candidaturas externas.

O analista citou que, historicamente, cerca de 38% dos votos do município são destinados a candidatos de fora. Considerando um universo aproximado de 160 mil votos válidos, cerca de 60 mil acabam direcionados a nomes sem vínculo direto com a cidade. “Isso reduz significativamente o espaço para os candidatos locais”, explicou.

Elias também chamou atenção para a dispersão interna entre os próprios postulantes de Uberaba. Em um cenário hipotético apresentado por ele, caso um candidato concentre cerca de 40 mil votos, restariam aproximadamente 60 mil para serem divididos entre outros seis ou sete concorrentes locais, o que reduziria a média para cerca de dez mil votos por candidato. “É uma conta matemática. Fica muito difícil viabilizar mais de um nome competitivo”, observou.

Outro ponto abordado foi a multiplicidade de candidaturas com objetivos distintos, nem sempre voltados à eleição imediata. De acordo com o analista, há casos de candidatos que utilizam a disputa como estratégia para projetos futuros, como eleições municipais. “Alguns entram apenas para ganhar visibilidade ou testar o nome para eleições posteriores”, disse.

Diante desse cenário, Elias defende maior articulação entre os candidatos considerados viáveis, inclusive com a possibilidade de diálogo para redução do número de postulantes. Ele também sugeriu que entidades locais promovam pesquisas eleitorais registradas para orientar decisões e evitar dispersão excessiva de votos.

O analista alertou que a falta de representatividade pode gerar impactos diretos para o município, especialmente na captação de recursos por meio de emendas parlamentares. Segundo ele, Uberaba corre o risco de abrir mão de valores entre R$50 milhões e R$70 milhões por ano, além de perder capacidade de articulação política para atração de investimentos. 

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