POLÍTICA

Anderson Adauto descarta aceitar cargo: "só participo da política se tiver mandato"

Raiane Duarte
Publicado em 13/04/2021 às 18:18Atualizado em 18/12/2022 às 12:59
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O ex-prefeito de Uberaba e ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto esteve em Uberaba no início desta semana. Em entrevista à jornalista Gê Alves, durante o JM News 2ª Edição desta segunda-feira (12), Adauto desmentiu o boato de que estaria na cidade para se encontrar com a prefeita Elisa Araújo e aconselhá-la. Relembrou ainda que se manteve afastado durante todo o processo eleitoral de 2020 e que segue distante da política. 

Anderson Adauto explicou que veio apresentar uma defesa para a Câmara Municipal de Uberaba, devido a parecer desfavorável do Tribunal de Contas. Quanto a um possível retorno para a vida política, o ex-prefeito foi franc "Cargo indicado ou nomeado nem amarrado, já fui secretário, mas só participo da política se eu tiver mandato", complementou ainda que segue trabalhando em projetos da iniciativa privada. Adauto afirma que entende que os cargos que ocupou foram missões e que estas missões já estão cumpridas.  

Contudo, ainda que afastado da política, Adauto traçou um panorama da atual situação do país e fez uma breve avaliação sobre a pandemia. Em relação à movimentação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após ele se tornar novamente elegível, Adauto comemorou a decisão e apontou a imparcialidade de Sérgio Moro durante o processo contra Lula. 

"Gostei muito do resultado, porque desde o princípio, eu que já tive meus problemas com a Justiça, creio que quem já passou por isso, a única coisa que deseja é que possa ter um julgamento neutro feito por juiz técnico, que faça um julgamento técnico e não apaixonado. E eu percebia desde o início que o juiz Sérgio Moro tinha uma certa fixação pelo presidente Lula, depois quando ele tomou algumas medidas durante o período eleitoral, que beneficiaram claramente o candidato Bolsonaro e depois aceitou ser ministro do presidente, ficou claro para mim que aquilo que eu desconfiava procedia", concluiu. 

Quanto à atuação de Jair Bolsonaro (sem partido), a avaliação do ex-ministro é negativa. “Eu não acreditei no Bolsonaro e não votei nele, mas depois, quando ele ganhou a eleição, na condição de cidadão, torci para que ele desse certo, porque o país precisava que desse certo. Hoje eu acho que ele é um caso perdido, não vai conseguir fazer com que dê certo, o que contribuiu muito para essa polarização política que o Brasil vive”. 

Em relação à pandemia, em cenário nacional, Adauto reforçou a necessidade da imunização em massa e destacou que o país tem um sistema de saúde capaz de suportar a demanda, desde que as doses cheguem até o Sistema Único de Saúde (SUS). Quanto à avaliação municipal, Adauto se mostra compreensivo. 

“É uma situação muito difícil, não só para o gestor de Uberaba, mas de todas as cidades. Nós estamos vivendo um momento que ninguém tem perspectiva. Eu por exemplo achava que no dia 31 de dezembro acabaria a Covid e que nós começaríamos o ano novo em uma nova realidade, mas veio aí variações e uma onda muito pior. Hoje, as pessoas sabem que a única alternativa que tem é a vacinação, então tem que ter vacina. O Brasil tem um sistema de saúde maravilhoso, se você tiver a vacina as pessoas serão vacinadas. Então nós temos que torcer para que os responsáveis consigam  vencer essa etapa de dificuldade e vacinar a população, pelo menos 50% dela para que as coisas possam caminhar para um processo de normalidade. Fora isso não dá para culpar ninguém. Nós temos que preservar vidas e temos que pensar na questão econômica também, mas a vida em primeiro lugar”, finaliza.

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