Futuro político-partidário do ex-prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, será conhecido somente às vésperas do fim do prazo de filiações de quem pretende disputar cargo eletivo em 2014
O futuro político-partidário do ex-ministro dos Transportes e ex-prefeito de Uberaba, Anderson Adauto, será conhecido somente às vésperas do fim do prazo de filiações de quem pretende disputar cargo eletivo em 2014, o qual se encerra no sábado, dia 5 de outubro. Em entrevista ao Jornal da Manhã, Anderson adianta apenas que sua decisão, que será anunciada na sexta-feira, 4, recairá sobre o Partido dos Trabalhadores (PT) – onde sua filiação já foi aprovada pela Executiva Estadual com aval do ex-presidente Lula – ou sobre o Partido Republicano Brasileiro (PRB) – “onde já foi tudo encaminhado”.
A sigla escolhida irá abrigar sua candidatura a deputado federal no pleito do ano que vem. “Mesmo com o grande número de partidos, não tenho muitas opções [de filiação], justamente porque tenho um norte, que é apoiar os candidatos do PT à presidência da República e à sucessão no Estado”, explica Anderson, completando que seu caminho não poderia ser outro que não o de buscar uma sigla afinada com esse mesmo projeto.
Nesse sentido ele destaca que tinha quatro opções dentro do cenário mineir o próprio PT, o PCdoB, o PRB e o PMDB, que foi descartado “porque não quero fazer com ninguém o que fizeram comigo”. A declaração de AA remete à disputa interna protagonizada entre ele e o então deputado federal Paulo Piau, por conta das eleições para prefeito em 2012. Anderson e praticamente todo o Diretório defendiam o nome de Rodrigo Mateus à sua sucessão e PP foi sustentado por uma intervenção patrocinada pela Executiva Estadual.
A disputa, que chegou à Justiça, terminou com a candidatura de Piau, eleito no segundo turno, enquanto Anderson deixou o partido. Segundo ele, o estatuto do PMDB assegura o “mando” partidário ao deputado federal majoritário da cidade e, para não repetir a história, diz que eliminou o partido de sua lista. O mesmo fez com o PCdoB.
Quanto ao recurso à sua filiação no PT, assinado por cinco integrantes da Executiva, os quais alegam que sua chegada à sigla deveria ter passado primeiro pelo Diretório Municipal, Anderson diz que conversou com todas as correntes petistas devidamente representadas em Uberaba. Ele informa que assim procedeu, mesmo o estatuto do partido assegurando-lhe o direito de se filiar através do Diretório Estadual, pelo fato de ter sido ministro.
AA admite que não encontrou unanimidade na sondagem local, mas assegura que obteve apoio da maioria, assim como do Comando Estadual quando seu nome foi levado a apreciação do grupo (foram oito votos favoráveis, quatro abstenções e um contrário). Ele evitou polemizar sobre as declarações do deputado estadual Adelmo Leão (PT) de que não o quer na sigla – o petista também pretende sair candidato a deputado federal em 2014.
“Eles [petistas] não estão de inocentes, mas estão sendo solidários com Adelmo”, limitou-se a comentar.
Já o fato de Rodrigo Mateus ter assumido a presidência do PRB Uberaba não terá influência sobre sua decisão, adianta, ponderando apenas que se migrar para o partido, “que bom que seja ele [o presidente]”. “É o meu campo, o campo que estive nos últimos anos, e acho que os onze anos do Governo PT fizeram muito bem ao Brasil e em especial a Uberaba. Deixei muita coisa encaminhada para a cidade. O prefeito vai dar muitas boas notícias sobre obras”, revela Anderson.