POLÍTICA

Anderson defende sua opção no PMDB, mas quer unidade no grupo

Adotando uma linha conciliadora o prefeito Anderson Adauto (PMDB) disse ontem que tem a obrigação de tentar manter a unidade da base aliada na disputa à sucessão municipal

Renata Gomide
Publicado em 02/11/2011 às 00:32Atualizado em 19/12/2022 às 21:34
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Adotando uma linha conciliadora – ante as últimas posições de alguns integrantes de seu grupo político, notadamente buscando uma atuação mais independente –, o prefeito Anderson Adauto (PMDB) disse ontem que tem a obrigação de tentar manter a unidade da base aliada na disputa à sucessão municipal.

Por essa unidade ele inclusive se coloca pronto a ouvir outras propostas para a escolha do nome do candidato da situação que, em sua opinião, deve ser definido até março do ano que vem, para que seja “trabalhado” junto à população. “Acho que estou razoável dentro do processo”, acrescenta, assegurando que está pronto a somar com a chapa que for escolhida. AA, porém, diz não ousar nenhuma formatação, mas entende que é seu direito ter uma opção pessoal dentro do seu partido.

O indicado atende por Rodrigo Mateus (secretário municipal de Governo), que vai disputar internamente no PMDB com Paulo Piau (deputado federal) e Tony Carlos (vereador), ambos, segundo o prefeito, com muitas qualidades. “Não acho que seja um ato de desrespeito nem ao Paulo ou ao Tony. Reconheço as duas candidaturas, mas o ideal seria um nome mais identificado com o meu modo de governar. Nós só ganharemos se as pessoas quiserem a continuidade do meu governo, se as pessoas entenderem que, apesar das falhas, estamos conseguindo fazer Uberaba avançar”, disse Anderson, para quem Rodrigo Mateus tem estilo parecido com o seu, portanto, deve ter seu nome avaliado pelo PMDB.

Além disso, para ele, nesse processo de escolha, dependendo do candidato da oposição, se for alguém muito identificado com a história passada de Uberaba, o ideal é mesmo ter um nome com a cara da sua administração. AA faz questão de destacar que sua posição não é favorável ou contrária a ninguém, é uma questão puramente estratégica.

Ciente de que seu governo é muito bem avaliado, conforme pesquisas recentes – ContraPonto e Nexus, respectivamente, 76 e 71,5% de aprovação –, o que fortalece seu papel no processo sucessório e turbina seu capital político, o prefeito, contudo, diz não querer ter o peso que o leve a definir um nome sozinho. “Quero crer que meus companheiros querem ganhar a eleição. Respeito todos os nomes, mas como se trata da sucessão do meu governo, seria incorreto não ter direito à opção dentro do meu partido”, insiste.

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