Prefeito Anderson Adauto (PMDB) muda de ideia em relação a se aposentar da vida pública. Ele garante que permanecerá na política após terminar o mandato no dia 31 de dezembro de 2012. A declaração foi feita ontem, durante participação no programa Conexão JM, da Rádio JM 730kHz. “Eu não vou mais me aposentar”, afirma.
No ano passado, AA afirmou que estava descrente da política brasileira, principalmente quanto ao trabalho dos deputados, que só pensam na captação de recursos para os municípios, deixando para segundo plano o exercício parlamentar. Neste sentido, ele manifestou o interesse em se aposentar a partir do ano que vem, depois de 27 anos de mandatos eletivos. Agora, ele recua na decisão. AA ressalta que durante os vinte e dois dias de férias, em janeiro, ele aproveitou para refletir sobre o assunto. “Eu trabalho desde os doze anos. Comecei como engraxate na rodoviária. Nas férias, eu me dei conta: não consigo parar de trabalhar... ainda”, disse.
AA também ressalta que também levou em conta uma conversa decisiva que teve com secretário de Governo, Rodrigo Mateus – nome defendido pelo próprio prefeito para sucedê-lo. “Ele disse que minha colocação não seria injusta”, coloca. O secretário lhe disse que a aposentadoria deixaria toda a equipe de trabalho em uma situação desconfortável, por ter sido todo o grupo responsável por ajudá-lo a fazer o governo municipal. “Eu cheguei à conclusão que ele estava certo”, fala. Ele diz que só irá deixar a política quando o povo não aceitá-lo mais na vida pública. “Amanhã, eu posso disputar uma eleição e a população não me eleger. Aí eu vou pela aposentadoria compulsória, porque o povo não me quer”, coloca. A princípio, ele desconversa sobre disputar novamente uma cadeira para deputado federal.
O prefeito revela que este ano irá tentar eleger o seu sucessor. Se conseguir, não irá participar compondo algum cargo na administração municipal. AA pretende atuar, seja em Brasília ou junto a empresa, para conquistar recursos federais e investimentos para Uberaba. “Minha colaboração tem que ser em um campo específico, para não interferir no processo de gestão”, finaliza. (DB)