Manifestação contra a desistência da candidatura própria de Regiane Isidoro foi realizada na porta da convenção do partido
Foto/Jairo Chagas
Manifestação reuniu cerca de 80 pessoas do lado de fora do local da convenção do PSDB
Com protesto na porta, PSDB realizou convenção municipal na terça-feira (15) e sacramentou desistência de candidatura própria de Regiane Isidoro para integrar aliança de sustentação ao nome de Tony Carlos (PTB). Na reunião, os tucanos também oficializaram a indicação de Terezinha Cartafina para o posto de vice na chapa majoritária, seguindo deliberação dada pela executiva estadual.
A manifestação reuniu cerca de 80 pessoas do lado de fora do local da convenção do PSDB. O grupo de apoiadores de Regiane levantou faixas e gritou palavras de ordem em apoio ao nome da pré-candidata. Não houve embates e nem tentativa de entrar no local onde a reunião estava em andamento.
Regiane participou da convenção em silêncio. Após a leitura da ata, a executiva deu a oportunidade para ela se manifestar na convenção, mas ela recusou. A ex pré-candidata se despediu rapidamente dos apoiadores que estavam do lado de fora e deixou o lugar sem se pronunciar sobre a decisão.
Terezinha Cartafina não participou da convenção. Segundo apurou a reportagem do Jornal da Manhã, ela preferiu se ausentar do evento por precaução devido à concentração de pessoas na porta do local.
A decisão do PSDB segue deliberação da executiva estadual do partido. Horas antes da convenção, nota oficial foi distribuída para informar que houve a opção por formar a coligação e apresentar a candidatura a vice-prefeita de Terezinha “em consonância com o mais alto espírito democrático”.
O comunicado ainda cita que a decisão pela indicação de Terezinha Cartafina como candidata a vice segue “os bons preceitos da convivência interna, bem como o nosso ordenamento estatutário”. O texto ainda posiciona que o posicionamento da Comissão Provisória local foi tomado analisando as possibilidades apresentadas no quadro político municipal. “O PSDB é um partido que preza pela democracia interna, não tem dono e é uma agremiação em que as decisões são tomadas levando-se em consideração a opinião das representações municipais”, continua a nota.