Estrutura do carnaval terá de ser contratada em caráter emergencial em virtude da falta de tempo, o que causou indignação ao vereador Borjão
Revelação de que o Carnaval/2012 em Uberaba será realizado pela Fundação Cultural mediante contratações em caráter emergencial provocou reações no plenário da Câmara.
Para o vereador Marcelo Borjão (DEM), a decisão é uma ”vergonha” e, nesse sentido, protocolizou ontem mesmo na Casa um requerimento visando a obter esclarecimentos sobre a medida. Ele também quer dados sobre os gastos – bem como a forma como se deram – com a festa que foi realizada no ano passado. “Quero saber qual o motivo. Não acredito na justificativa apresentada. Tem alguma coisa errada e nós, vereadores, temos a obrigação de desvendar esse mistério”, dispara Borjão. Ele também considera excessivo o valor anunciado para a realização do carnaval (cerca de R$700 mil) e aponta que a Prefeitura não está pagando fornecedores, não depositou o abono dos motoristas e, por falta de pagamento à Cemig, via FCU, o Arquivo Público de Uberaba passou de sexta até ontem pela manhã sem energia.
Líder governista, Cléber Cabeludo (PMDB) conta que conversou com o presidente da Fundação Cultural, Fábio Macciotti, que reiterou-lhe o que já havia adiantado ao Jornal da Manhã, dando conta de que o edital para elaboração do projeto de execução do carnaval foi alvo de um pedido de impugnação. Desta forma, sua republicação inviabilizaria a realização da festa, por falta de tempo hábil para cumprir todos os trâmites necessários à concorrência. “Nesses casos, dobra o prazo e não daria tempo para fazer a festa”, diz Cléber, assegurando que nas contratações emergenciais as exigências são muito mais rigorosas. Ele também acrescenta que o presidente da Fundação está trabalhando até para reduzir o valor a ser gasto em 2012, na comparação com o ano passado. (RG)