Jairo Chagas
Vereador Marcelo Borjão diz que Anderson subestima a inteligência dos uberabenses ao desconfiar da postura do governador Vereador da base aliada do prefeito Paulo Piau (PMDB), Marcelo Borjão (DEM) saiu em sua defesa ante as críticas externadas pelo ex-chefe do Executivo municipal, Anderson Adauto (PRB), que vê com desconfiança o anúncio do governador Antonio Anastasia (PSDB) de construir um gasoduto saindo de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para abastecer a planta de amônia a ser erguida em Uberaba. Para AA, que defende “um não ao projeto”, a decisão do governo pode esconder a real intenção do tucano de fazer campanha ao Senado, em 2014. “Pessimismo, brigas políticas, ciumeira e outros interesses não podem mais atrapalhar Uberaba. Temos, sim, que unir forças e trabalhar junto aos governos estadual e federal em prol de nossa cidade de maneira responsável e madura”, ensina Borjão, que já integrou a base aliada de AA antes do rompimento ainda em 2011, por conta de embates partidários (à época ambos estavam no PMDB). Borjão, que se disse indignado com as críticas do ex-prefeito (2005-2008 e 2009-2012), desconfia que existam outros interesses por trás desse posicionamento. Ele também avalia que Anderson subestima a inteligência da população de Uberaba ao usar o argumento de que o governador terá que deixar o cargo em 2014 para concorrer ao Senado e por isso não teria o direito de tomar uma decisão para quem efetivamente fará o projeto acontecer em 2016. O duto anunciado por Anastasia percorrerá 457 quilômetros entre Betim e Uberaba e sua implantação demandará um investimento estimado em R$1,8 bilhão, recursos que deverão ser partilhados entre a Cemig/Gasmig e Petrobras. A definição quanto ao modelo de associação está prevista para até o fim deste ano, informou o presidente da Companhia Energética de Minas Gerais, Djalma Bastos, quando do anúncio do gasoduto, na sexta-feira, dia 29. “Anderson critica algo que ele mesmo fez e muito pior, ao inaugurar, por exemplo, o Hospital Regional sem condição alguma de receber um paciente sequer, em meio ao poeirão da obra. Além disso, o projeto estava todo errado. Chegou ao absurdo de a largura das portas ser menor do que as macas”, lembrou o vereador, que cita o que chamou de outra “inauguração fajuta” a obra do BRT. Conforme Borjão, AA deixou a PMU sem dinheiro em caixa para fazer o terminal do Manoel Mendes e para o da Univerdecidade não foi projetada galeria de água pluvial. “A administração Paulo Piau teve de desembolsar cerca de R$8 milhões, não previstos, para retomar as obras”, apontou o vereador, que também cita a compra em 2011 de software da Fundação Israel Pinheiro, que nunca funcionou. Para ele, a postura do ex-prefeito em relação ao governo do Estado prejudica Uberaba, ao passo que avalia as declarações como sintoma de uma briga política.