Vereadores assinam um requerimento que será encaminhado nas próximas horas ao prefeito solicitando-lhe que não permita o fechamento do escritório regional da Emater
Borjão foi quem levou à Câmara a possibilidade de se fechar o escritório da Emater na cidade por falta de recursos
Os 14 vereadores de Uberaba assinam um requerimento que será encaminhado nas próximas horas ao prefeito Anderson Adauto (PMDB), solicitando-lhe que não permita o fechamento do escritório regional da Emater. Isto porque a Prefeitura vai cortar 50% no valor do repasse mensal à Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural, que há 58 anos tem representação no Município. Os recursos então destinados ao órgão eram da ordem de R$11,5 mil e passarão para pouco mais de R$5,7 mil.
O caso veio à tona através do vereador Marcelo Borjão (DEM), o qual insiste que é preciso pressionar o Governo para evitar o fechamento do escritório da Emater, como, segundo ele, o prefeito já sinalizou. O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luiz Humberto Guimarães, assegura que a decisão de PMU é estritamente técnica e atende a questões administrativas e financeiras.
Ante o impasse, o presidente da Câmara, Luiz Dutra (PDT), sugeriu que, havendo sobras no duodécimo da Casa, que sejam devolvidas ao Executivo, condicionando o repasse à Emater. “Não vamos deixar fechar o escritório; se o prefeito está passando só cinco mil e setecentos reais, que acabe de completar essa verba, senão, a Câmara tomará medidas para que o escritório não feche”, apontou o pedetista, que assegura: “Não estamos fazendo milagre com os recursos, estamos apenas fazendo a nossa gestão com transparência”.
A proposta de Dutra encontrou eco no colega João Gilberto Ripposati (PSDB), para quem se há condição de compartilhamento, que seja feito, provisoriamente, já quem em janeiro deverá ser recomposto o quadro funcional da Emater.
Já o vice-presidente do Legislativo, vereador Itamar Ribeiro de Rezende (DEM), vê como legítima a preocupação da Casa e defende um pleito forte junto ao prefeito para que ele banque o recurso, não a Câmara. Para ele, a proposta é motivo de preocupação, é perigosa e pode criar um círculo vicioso. “Não devemos assumir compromissos do Executivo. A Prefeitura que arque com eles e mantenha as instituições importantes na cidade, senão, daqui a pouco, ele [Anderson Adauto] começa a cortar os convênios e vai sobrar para a Câmara”.