Expectativa da presidência da Câmara é de que o espaço seja tomado por pessoas interessadas em acompanhar o desfecho deste processo que começou no mês de março
Jorge Ferreira nega todas as acusações e se diz vítima de armação política Processo que apura denúncias de improbidade administrativa e assédio sexual contra Jorge Ferreira (PMN) chega à reta final hoje. A partir de 9h o relatório que pede a cassação do vereador será votado em plenário com a presença de todos os vereadores. A expectativa da presidência da Câmara é de que o espaço seja tomado por pessoas interessadas em acompanhar o desfecho deste processo que começou no mês de março, quando servidoras da Casa denunciaram o vereador, culminando com a instalação da Comissão Processante. O presidente do Legislativo Municipal, Lourival dos Santos (PCdoB), tomou algumas providências para evitar tumulto durante a sessão. Segundo ele, haverá policiamento por parte da Polícia Militar e Guarda Municipal, além de reforço do quadro interno da Câmara com funcionários a postos para qualquer incidente. Todo o movimento no local será filmado por circuito interno. Lourival afirmou que não terá como impedir a presença de manifestantes no plenário, mas adiantou que se adotarem atitudes que, atrapalhem o andamento dos trabalhos, estes serão retirados. O presidente informou ainda que, a votação será de acordo com a Constituição que impera sobre o Regimento Interno, ou seja, oito votos favoráveis ao relatório serão suficientes para cassar o vereador. “O regimento interno está equivocado e temos que atender o que reza a Lei maior”, explicou Lourival. O advogado do vereador Jorge Ferreira, não quis adiantar os procedimentos que deverá adotar, caso ele seja cassado. Gilberto Ribeiro Ferreira Júnior disse que há uma tentativa, a qualquer custo, para cassar o vereador. “Querem passar um rolo compressor e buscar a justiça que é coisa séria. O que vamos fazer é tentar a pedagogia jurídica, estabelecendo os direitos do Jorge durante a votação do relatório”, informou. O vereador Jorge Ferreira se disse tranquilo quanto a votação do relatório e depositou confiança aos colegas. “Eu acredito na minha absolvição porque a Câmara conta com vereadores sérios e comprometidos com o que é certo”, disse. Jorge Ferreira salientou ainda que, por conta do processo a que foi submetido não teve tempo de trabalhar. “Ainda não consegui colocar o bloco na rua”, finalizou.