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Unidade de Pronto-Atendimento que atualmente é administrada pela Pró-Saúde, cua administração passa por questionamento na Justiça
A Câmara Municipal de Uberaba (CMU) aprovou requerimento em que os vereadores solicitam que a Prefeitura de Uberaba não recorra de decisão da Justiça que determina a suspensão da Pró-Saúde na gestão das Unidades de Pronto-Atendimento do Município (UPAs) e do Hospital Regional.
O documento é de autoria do vereador Marcelo Borjão (PR), presidente da Comissão de Saúde. Ele solicitou que a Prefeitura se preparasse para assumir a gestão das duas UPAs. Na opinião do vereador, o Executivo tem condições de administrar as unidades de saúde. “Nós fizemos uma comissão de investigação nesta Casa e, por tudo que apuramos, temos a certeza de que a Prefeitura reúne condições de assumir essas UPAs”, falou Borjão.
Em entrevista à Rádio JM, o prefeito Paulo Piau (PMDB) afirmou que recorrerá até a última instância para manter a Pró-Saúde na gestão das UPAs e do Hospital Regional. A contratação da organização social foi questionada em ação instaurada pelo Ministério Público e já houve liminar determinando a suspensão do contrato, mas o município recorreu da decisão.
Piau mantém o posicionamento contra o município reassumir o gerenciamento das UPAs e do hospital, reforçando que a experiência não funcionou bem em outras cidades. O chefe do Executivo defende que a acusação da promotoria não procede. Segundo ele, o Ministério Público posicionou que todo o sistema de saúde foi terceirizado, o que não aconteceu. Por isso, não haveria fundamento para a contestação do contrato.