POLÍTICA

Candidato do PMDB imposto por intervenção não terá apoio de AA

Reconhecendo ser possível ocorrer uma intervenção, prefeito Anderson Adauto garante que não irá apoiar o candidato à sucessão municipal escolhido pelo PMDB, caso ela ocorra

Daniela Brito
Publicado em 29/04/2012 às 18:06Atualizado em 19/12/2022 às 19:55
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Reconhecendo ser possível ocorrer uma intervenção, prefeito Anderson Adauto garante que não irá apoiar o candidato à sucessão municipal escolhido pelo PMDB, caso ela ocorra. Para ele, a medida é uma violência ímpar na condução do partido no município. “Como em política tudo é possível, não posso descartar a intervenção, mas lutarei até o fim para que isso não ocorra, e nem amarrado darei apoio a um candidato que tenha saído de um processo sob intervenção”, admite.

Segundo ele, o pedido feito junto à Executiva Estadual, assinado por três filiados e ao qual já teve acesso para análise, demonstra claramente o interesse de impor o nome deputado federal Paulo Piau na disputa majoritária. “Não posso pensar outra coisa. Esta é a intenção de quem fez o pedido, de quem estimula e de quem quer ser beneficiado”, coloca o prefeito, ressaltando que não apoiará nenhum candidato imposto de cima para baixo. “Vou lutar politicamente e juridicamente, dentro da ética e da legitimidade, para evitar essa intervenção. Usarei todas as minhas armas”, completa.

Ele só apoiará o parlamentar caso este seja escolhido de forma democrática, nas convenções partidárias, sem que ocorra a intervenção. “Isso é óbvio”, diz. AA também ressalta a legitimidade do Diretório Municipal em decidir pela realização das prévias para afunilar o número de pré-candidaturas – preservando, principalmente, a figura de Paulo Piau. Para ele, o Diretório Municipal teve legitimidade para tomar tal decisão, a qual deve ser respeitada. Ao ser questionado sobre as alegações do vereador Tony Carlos, de que a reunião que decidiu pelo procedimento não tem legalidade por não ter havido uma convocação formal, ele explica que a discussão foi política, onde todos os envolvidos no processo acataram a decisão. “Houve consenso”, diz.

Além disso, AA coloca que o resultado da primeira prévia, onde o nome do pré-candidato do qual defende, no caso, o secretário Rodrigo Mateus, obteve 67% dos votos, é o retrato da aceitação da atual administração. O índice, segundo ele, é idêntico ao obtido na avaliação do governo realizado na pesquisa do Instituto ContraPonto. No levantamento, o governo municipal alcançou aceitação de 65% dos entrevistados, visto que 10% o avaliaram como bom, 41% afirmaram ser ótimo e 14% como regular positivo.

Estratégias. AA também informa que na próxima quarta-feira (2) haverá reunião da Executiva Municipal. O grupo, segundo ele, irá analisar o pedido de intervenção feito pelo reitor Marcelo Palmério, o secretário-geral João Caldas e o engenheiro Fuedinho Hueb.

No encontro, o prefeito adianta que irá apresentar três propostas para evitar a intervenção. A questão, inclusive, já foi discutida com um grupo de membros do diretório municipal. A primeira será estabelecer comissões para se reunir com os signatários do documento para convencê-los a não dar continuidade ao pedido. A segunda visa a constituir um grupo de advogados para, se necessário, tomar medidas jurídicas contra uma possível intervenção, e, a última, marcar a convenção partidária para o primeiro dia determinado pela legislação eleitoral, ou seja, dia 10 de junho.

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