Foto/Reprodução MGTV
Feira livre do bairro Abadia voltou às atividades no último domingo e a presença de políticos pedindo voto chegou a gerar aglomeração
Associação dos Feirantes avalia como positivo o retorno da Feira da Abadia, ocorrido no último domingo, dia 13. A constatação é do presidente da entidade, Cláudio Luiz da Costa, para quem a retomada cumpriu o objetivo proposto. “Conseguimos contornar as dificuldades que surgiram e o resultado foi positivo”, diz.
No início do funcionamento, segundo ele, ocorreu problema em relação a organização, principalmente no que tange à disposição das barracas, pois todos os feirantes chegaram ao mesmo tempo e alguns não obedeceram a ordem de disposição das bancas. Houve ainda aglomeração de pessoas, provocada, principalmente, por candidatos às eleições de 2020. Muitos estavam com vários cabos eleitorais que empunhavam bandeiras, o que atrapalhou a circulação na feira. As pessoas tentavam se desviar das bandeiras e provocavam aglomeração. Cláudio informa que, por várias vezes, abordou os candidatos pedindo colaboração e para que mantivessem distância.
Ele também informa que embora tenha ocorrido contratempo entre um cidadão e a guarda municipal, todos os frequentadores estavam com máscaras de proteção e os feirantes cumpriram as regras sanitárias, com uso de álcool em gel e os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual).
Ainda de acordo com o presidente da associação, o movimento girou em torno de 40%, se comparado às feiras realizadas antes da pandemia.
Por outro lado, Cláudio Luiz defende alguns ajustes internos para dar continuidade ao funcionamento da Feira da Abadia. Entre as reivindicações está a abolição do uso das máscaras face shields. A proposta é que os feirantes trabalhem apenas com as máscaras de proteção. “Esse equipamento de acrílico provoca muito calor, embaça muito e prejudica o trabalho do feirante, pois prejudica a visão”, diz. Ainda será solicitada a flexibilização para que mais feirantes participem da Feira da Abadia.