SERÁ QUE COMEM INSETOS?

Celso Neto desmistifica hábitos e vê avanços na relação com os chineses

Marconi Lima
Publicado em 08/06/2026 às 20:25
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Recém-chegado de missão oficial à China, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, Celso Neto, relatou ao programa Pingo do J, da Rádio JM, as impressões sobre a cultura e a alimentação do país asiático, além de apontar oportunidades de cooperação entre chineses e brasileiros no setor agropecuário.

Durante entrevista, o secretário procurou desmistificar uma das imagens mais difundidas sobre os hábitos alimentares chineses: o consumo de insetos. Segundo ele, embora essa prática tenha raízes históricas, não faz parte da alimentação cotidiana da população atualmente.

Celso Neto explicou que o hábito surgiu em períodos marcados pela escassez de alimentos. “A China enfrentou graves problemas de fome entre o final da década de 1940 e o início dos anos 1990. Em algumas regiões, as pessoas precisavam consumir tudo o que estivesse disponível para sobreviverem, incluindo insetos”, afirmou.

De acordo com o secretário, hoje essa realidade mudou completamente. Ele relata que o consumo de insetos pode ser encontrado apenas em algumas feiras turísticas que preservam aspectos da cultura e da alimentação de épocas passadas. “Não faz parte da alimentação do chinês atualmente. Fiquei positivamente impressionado com a qualidade da comida que encontramos por lá”, disse.

Apesar das diferenças em relação aos hábitos brasileiros, Celso destacou a diversidade e a qualidade dos alimentos consumidos no país. Segundo ele, a experiência gastronômica foi um dos pontos positivos da viagem, especialmente em Chuzhou, cidade visitada pela comitiva e fortemente ligada à agricultura e à pecuária.

Além dos aspectos culturais, o secretário ressaltou o interesse chinês em fortalecer a cooperação com o agronegócio brasileiro. Segundo ele, a estratégia do país asiático passa por ampliar a segurança alimentar de sua população por meio de parcerias com produtores de alimentos de outras nações. Nesse contexto, o Brasil aparece como um parceiro estratégico devido à relação comercial consolidada entre os dois países.

“A visão deles é contribuir para o aumento da produtividade do agronegócio brasileiro, o que pode resultar em alimentos de melhor qualidade e preços mais competitivos para atender à demanda chinesa”, explicou. Para Celso Neto, cidades com vocação agropecuária, como Uberaba, podem se beneficiar desse movimento, atraindo investimentos, tecnologia e novas oportunidades de negócios para o setor.

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