POLÍTICA

CMU pede reunião com prefeito para convencê-lo a rever proposta

Foi protocolizado ontem na PMU o ofício enviado pela Câmara solicitando reunião com o prefeito Anderson visando a sensibilizá-lo

Renata Gomide
Publicado em 27/03/2012 às 10:43Atualizado em 19/12/2022 às 20:34
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Presidente do Legislativo não assinou o documento por não ter participado da reunião com os sindicatos, mas diz defender a causa

Foi protocolizado ontem na Prefeitura o ofício enviado pela Câmara solicitando uma reunião com o prefeito Anderson Adauto (PMDB) visando a sensibilizá-lo para que reveja a proposta de reajuste salarial dos servidores públicos municipais. Enquanto a categoria requer a reposição de perdas inflacionárias de 19% e um aumento real nos vencimentos de 15%, além de um ajuste no tíquete-alimentação, o Executivo ofereceu entre 5,5% e 6%, divididos em três vezes.

A proposta, tachada de esmola, não agradou aos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais (SSPMU) e dos Educadores (Sindemu), que em reunião sexta-feira, com dez dos 14 vereadores, pediu ajuda para sensibilizar o prefeito a mudar de ideia. Inicialmente o ofício solicitando a reunião com AA seria entregue por seu líder na Câmara, Cléber Cabeludo (PMDB), mas isso não aconteceu, sendo o documento protocolizado na PMU pela assessoria do presidente da Comissão de Assistência ao Servidor Municipal, vereador Marcelo Borjão (DEM).

Segundo o Departamento de Comunicação da Câmara, assim que foram colhidas as assinaturas dos vereadores – a última ontem à tarde –, o ofício foi encaminhado à Prefeitura. Conforme Cléber, houve um desencontro de informações, em que pese, para ele, ter sido feito o mais importante: despachá-lo para o prefeito. O peemedebista reitera que irá acompanhar as negociações. Apenas o presidente da Casa, Luiz Dutra (PDT), não chancelou o documento, sob a justificativa de que não havia acompanhado a reunião com os sindicalistas e, portanto, não se sentia confortável para assiná-lo.

Através da Assessoria de Imprensa da CMU, o pedetista disse ainda que apoia a causa dos servidores, tanto que no âmbito do Legislativo tem atuado pela categoria, por exemplo, aumentando o tíquete-alimentação para R$350. A justificativa do presidente, contudo, não convenceu Marcelo Borjão, para quem a atitude é “um absurdo”. Para ele, no entanto, a ausência da assinatura de Dutra não enfraquece o movimento dos vereadores.

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