POLÍTICA

CMU tenta fazer AA rever reajuste e servidores falam em greve

Vereadores querem sentar-se à mesa com o prefeito Anderson para forçar o Executivo a rever o reajuste proposto aos trabalhadores

Renata Gomide
Publicado em 24/03/2012 às 01:11Atualizado em 19/12/2022 às 20:36
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Os vereadores querem sentar-se à mesa com o prefeito Anderson Adauto (PMDB) para forçar o Executivo a rever o reajuste proposto aos trabalhadores do Município, que não agradou à categoria. Essa foi uma das estratégias definidas em conjunto, ontem, em reunião com os dirigentes sindicais que representam os funcionários da PMU. Paralelamente, os comandos dos Sindicatos dos Educadores (Sindemu) e dos Servidores Públicos Municipais (SSPMU) seguem com indicativo de paralisação ou greve, a serem deliberados em assembleias gerais no dia 29, às 18h30 e 19h, respectivamente.

“A gente espera não chegar a esse extremo, mas se o servidor assim concordar, iremos fazer”, disse o presidente do SSPMU, Luís Carlos dos Santos, para quem a proposta do Executivo, de um reajuste entre 5,5% e 6%, dividido em três vezes, “que me desculpem, mas não passa de uma esmola”. A pauta conjunta dos sindicatos demanda a reposição de perdas inflacionárias de 19% e um aumento real de salário de 15%, além de um reajuste para o tíquete-alimentação.

O ofício contendo o convite para a audiência com Anderson Adauto ainda no início da semana tem a chancela das Comissões de Assistência ao Servidor Público e de Orçamento e Finanças, com o aval de todos os vereadores. O documento será encaminhado ao prefeito por seu líder, Cléber Cabeludo (PMDB), um dos dez legisladores que acompanharam a reunião de ontem. A proposta de trancar a pauta para pressionar AA a rever os índices ofertados foi descartada, por ter sido considerada inócua.

“Temos que nos unir para reverter esse quadro. Acredito que vamos sensibilizar o prefeito, que tem que aprender a ouvir as pessoas”, disse Marcelo Borjão (DEM). Presidente da Comissão de Assistência ao Servidor, ele diz claramente que, do contrário, haverá enfrentamento, e os vereadores partirão é para sensibilizar os servidores a fazer greve. Cléber Cabeludo diz acreditar no poder da conversa com AA e na possibilidade de obtenção de um percentual melhor de reajuste.

Para Lourival dos Santos (PCdoB), há margem para isso, já que nos últimos dois anos a arrecadação do Município cresceu 40%, ao que Itamar Ribeiro (DEM) ponderou que o Executivo tem margem para gastar com os salários dos servidores sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal. João Gilberto Ripposati (PSDB), professor Godoy (PTB), Afrânio Cardoso (PP), José Severino (PT), Jorge Ferreira (PMN) e Almir Silva (PR) também participaram da reunião, em que o presidente do Sindemu, Adislau Leite, também sinalizou com a possibilidade de os sindicatos irem à Justiça em busca dos direitos.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgotos de Uberaba (Sindae/Codau) não participou da reunião porque seu presidente, Jasminor Francisco da Costa, cumpria outra agenda.

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