Professores e estudantes da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) lotaram o anfiteatro A da instituição, quinta-feira, para participar de uma mesa-redonda em que o tema foi o “Novo Código Florestal e o Desenvolvimento Sustentável”. Aberto à comunidade, o debate foi organizado pelo corpo docente e alunos dos cursos relacionados à agropecuária e ao meio ambiente. Da mesa participaram o professor Renato Muniz, a bióloga Clarissa Araújo Barreto e o relator do texto final do projeto em tramitação na Câmara, o deputado federal Paulo Piau (PMDB).
Cada um deles teve 30 minutos para expor suas observações relativas ao tema, dando sequência aos trabalhos com um debate aberto ao público, que prosseguiu até o início da madrugada de ontem. Os professores da UFTM se pautaram por contrapor ao texto do novo Código Florestal, apontando detalhes que de certa forma interferem na conservação de reservas e Áreas de Preservação Permanente (APPs). Eles também abordaram a questão da produção em topos de morro, pontos considerados mais polêmicos e responsáveis por conflitos durante os três anos de tramitação do projeto no Congresso Nacional.
Originado na Câmara dos Deputados, o novo Código seguiu para o Senado onde passou por modificações e agora está novamente com os deputados em fase final de apreciação e adequações de linguagem. Nessa etapa os deputados não podem modificar, o que foi feito pelo Senado, mas podem suprimir ou trocar itens conforme deliberado em comissões temáticas. O projeto tem as datas de 24 e 25 deste mês reservadas pelo presidente da Casa, Marco Maia (PT-RJ), para ir à votação em plenário.
O deputado Paulo Piau usou os exatos 30 minutos para apresentar o teor do texto referente ao novo Código Florestal e esclarecer os pontos que geram dúvidas e que foram pontuados durante a exposição dos professores e alunos. Para ele, o maior conflito está na necessidade do País em continuar crescendo em produção agropecuária sem provocar desmatamentos e estabelecer normas que permitam a preservação de fontes minerais.