POLÍTICA

Com denúncia de superfaturamento, Funel cancela compra de pedra brita

Gisele Barcelos
Publicado em 18/07/2020 às 17:35Atualizado em 18/12/2022 às 07:59
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Com denúncia nas redes sociais de superfaturamento em licitação, Funel (Fundação Municipal de Esporte e Lazer) comunica cancelamento de compra de pedra brita. Vídeo publicado esta semana questiona o preço de aproximadamente R$350/m³ cobrado por uma empresa de Goiânia para fornecer o item, enquanto o produto pode ser encontrado por menos de R$100/m³ no mercado local.

O autor da denúncia e pré-candidato a vereador, Vinícius Andrade Martins, divulgou o vídeo nas redes sociais na última quinta-feira (16). Na gravação, ele aponta que um extrato foi publicado no fim de junho em edição do Porta-Voz e apontava que a empresa vencedora do processo licitatório apresentou preço de R$346,96 a cada metro cúbico fornecido de pedra brita, mas uma pesquisa no mercado local indicou valores até 80% menores pelo mesmo produto. “Fiz um orçamento em quatro lojas de material de construção e o preço varia entre R$50 e R$90 por metro cúbico”, declara.

Ainda no vídeo, o autor da denúncia afirma ter buscado os dados da empresa e tentou fazer contato por telefone, mas não foi atendido. Ele também posiciona que fez uma consulta na internet e o endereço cadastrado no CNPJ aparece como um terreno baldio em Goiânia, conforme a ferramenta de mapas do Google. “As imagens são de abril de 2019 e o registro da empresa de 2018, antecessor às imagens do Google Maps”, acrescenta.

Em uma resposta direta apresentada ao autor da denúncia, a Funel confirmou o preço registrado na licitação, mas manifestou que foi descoberto “um erro de digitação”. Ainda segundo o texto enviado, o problema já estaria sendo corrigido no contrato com o fornecedor. Já em nota enviada à imprensa na sexta-feira (17), a Fundação posicionou que o “equívoco” do valor superior da pedra brita foi constatado no dia 1º de julho e o fato comunicado imediatamente à empresa. Segundo o texto, foi formalizado um aditivo de supressão do item no contrato.

Na nota, a Funel também argumenta não houve interesse de empresas locais na concorrência, o que resultou no contrato com fornecedor de Goiânia. “À época da licitação, a Funel lançou diversos convites às empresas locais. No entanto, apenas a empresa Global Mercantil Eireli teve interesse na participação no certame, apresentando toda a documentação contábil, fiscal, trabalhista e, em consulta ao Cadastro de Empresas Inidôneas e Suspensas, não foi encontrado nenhum registro que a impedisse de participar do processo ou qualquer outro impedimento que inviabilizasse sua contratação junto ao órgão público.” Sobre os questionamentos em relação ao endereço da empresa, a Funel declarou que a Global é uma empresa com 22 anos de atuação no mercado e a sede está localizada no bairro Center Ville, na capital goiana.

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