Primeiro trecho a ser duplicado será entre Uberaba e Campo Florido, num primeiro momento até o Chuá e posteriormente até a BR-153
Enquanto a presidente Dilma Rousseff (PT) assina contratos de concessão de mais três lotes de rodovias, a construtora Triunfo assumiu efetivamente este mês o trecho da BR-262 que passa por Uberaba e segue até Belo Horizonte. A empresa já começou a fazer intervenções para a manutenção emergencial da pista nas imediações do Jockey Park, no sentido das Chácaras Mariitas. A expectativa é dar início às obras de duplicação em abril.
De acordo com o supervisor do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) em Uberaba, Elias João Barbosa, os representantes da Triunfo informaram que as obras de duplicação começarão a partir de abril no segmento da rodovia entre Uberaba e Chuá/Veríssimo e depois seguirá até o trevo da BR-153.
Quanto à duplicação do trecho da BR-262 entre Uberaba e Nova Serrana, o supervisor do Dnit afirma que a concessionária ainda não apresentou um cronograma. Barbosa lembra apenas que o contrato prevê o término das obras de duplicação nos primeiros cinco anos da concessão, ou seja, até janeiro de 2019. “A intenção é concluir as obras da forma mais rápida possível porque a cobrança de pedágio só será permitida quando 10% das melhorias previstas no contrato forem realizadas”, avalia o engenheiro, ressaltando que as praças de pedágio já devem ser implantadas no trecho paralelamente às adequações na pista.
A administração do contrato ficará com a concessionária das Rodovias Centrais do Brasil S.A. (Concebra). No total, serão duplicados 647,8 quilômetros até o quinto ano de concessão. Estão previstas onze praças de pedágios, porém a cobrança de taxa só poderá acontecer depois da execução de 10% da duplicação prevista. O cronograma médio para execução do serviço é de 18 meses. Durante os primeiros cinco anos serão implantados também 84 interseções, 38 passarelas, 11 melhorias em acesso e 36,5 quilômetros de vias marginais em travessias urbanas.
A concessão consiste na exploração por 30 anos da infraestrutura e da prestação do serviço público de recuperação, conservação, manutenção, operação, implantação de melhorias e ampliação de capacidade das rodovias. A extensão do trecho é de 1.176,50 quilômetros, que vão de Brasília (DF) até Betim (MG).
Dnit. Embora as duas rodovias federais que cortam a região já estejam sob responsabilidade de concessionárias, o escritório local do Dnit ainda não será desativado. Elias João informa que o órgão está trabalhando com um convênio com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para realizar a fiscalização das obras nos trechos sob concessão.