Ainda com dúvidas em relação ao gasoduto Betim-Uberaba, o ex-prefeito Anderson Adauto (PRB) articula com a Câmara Municipal a realização de seminário técnico para discutir o projeto. Se houver apoio dos vereadores, o evento será marcado após o feriado de carnaval.
A proposta foi apresentada ao vereador Cléber Humberto Souza Ramos (Pros), que atuou na Câmara como líder do Executivo durante o governo de AA. Segundo Anderson, o aliado já está conversando com os demais parlamentares para assinatura do requerimento que solicita a realização da audiência. “Seria a oportunidade de verificar o andamento da planta de amônia e do gasoduto, com objetivo de detalhar o cronograma de obras”, salienta.
Apesar do lançamento esta semana do edital para licitação do projeto técnico do gasoduto Betim-Uberaba, o ex-prefeito mantém a posição contrária à alternativa mineira e informa que já se reuniu com gestores municipais do interior de São Paulo para discutir o prolongamento do duto de Ribeirão Preto (SP). “Estive com os prefeitos de Aramina, Ituverava, Igarapava e Guará. Todos compraram a ideia de ir ao governador paulista e argumentar por que não houve liberação gasoduto de Ribeirão, pois o gás iria atender também a essas cidades”, argumenta.
Adversário político do ninho dos tucanos e representante da oposição ao governo Paulo Piau (PMDB), Anderson defende não ser razoável substituir um gasoduto de 150 quilômetros por um projeto com extensão de 450 quilômetros, como previsto para trazer o gás de Betim. Além disso, o ex-prefeito ressalta que a opção do governador custará R$1,8 bilhão, contra investimento estimado de R$500 milhões para implantar o duto entre Ribeirão Preto e Uberaba.