Para atingir a meta de tratar 98% do esgoto, Codau assinou ontem convênio para a implantação de interceptores de esgoto na região do Jardim São Bento e do Grande Boa Vista
Jairo Chagas
Prefeito Paulo Piau e o presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto, assinam convênio que garante mais uma etapa do processo de tratamento de esgoto na cidade
Para atingir a meta de tratar 98% do esgoto na cidade, Codau assinou ontem convênio para a implantação de interceptores de esgoto na região do Jardim São Bento e do Grande Boa Vista. O investimento total é de R$ 5,15 milhões, com recursos do governo federal a fundo perdido. Ao todo, são quase cinco quilômetros de interceptores para coletar o esgoto dos bairros Monte Castelo, Jardim Nenê Gomes, Vila São José, Jardim Espírito Santo, Jardim Bela Vista, Morada do Sol, Vila Arquelau, Conjunto Boa Vista, Vila Presidente Vargas, Vila Leandro e Vila Ceres. Os resíduos desta região ainda são lançados in natura no rio Uberaba, mas a obra permitirá o direcionamento dos efluentes para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Chico Veludo no Alfredo Freire, próximo ao rio Uberaba. Segundo o presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto, a implantação dos interceptores no Grande Boa Vista é uma etapa necessária para colocar a ETE rio Uberaba em pleno funcionamento. Apesar de inaugurada há quatro anos, a estrutura ainda opera abaixo da capacidade total porque a rede coletora de esgoto não está completa na cidade. “Esse emissário no Jardim São Bento é uma das medidas para solucionar a questão. A nossa expectativa é concluir a obra até o fim de 2014. Outra parte será a implantação dos interceptores de esgoto no eixo da avenida Santos Dumont, que acontecerá no ano que vem paralelamente às obras de macrodrenagem. Dentro desse contexto, teremos a carga total para que a ETE foi prevista”, afirma. No entanto, para alcançar 98% de esgoto tratado, Uberaba também depende da inauguração da ETE Conquistinha. A obra tinha conclusão prevista para o primeiro semestre de 2013, mas a data foi adiada por causa de dificuldades financeiras da empresa vencedora da licitação. Para Luiz Neto, a estrutura provavelmente não estará pronta antes de 2014. “O ritmo das obras não está de acordo com o cronograma esperado. Muitos equipamentos já foram comprados, mas depende da construtora fazer a montagem. Acredito que vamos atravessar este ano e torcemos para conseguir inaugurar em 2014”, declara. Questionado, o presidente do Codau descartou a possibilidade de rescindir o contrato com a empresa para convocar a segunda colocada no processo licitatório. De acordo com Guaritá, interromper a obra no momento seria pior do que dar oportunidade para que a atual construtora finalize o serviço.