Em visita a Uberaba ontem, o coordenador estadual de Parcerias Público-Privadas, Marcos Siqueira, defendeu a integração entre poder público e iniciativa privada para a gestão do Hospital Regional. Questionado pela reportagem do Jornal da Manhã sobre a polêmica envolvendo a contratação de uma Organização Social (OS) para administrar o hospital, o consultor ressaltou modelos bem-sucedidos existentes em Salvador e Manaus. Além disso, ele argumentou ser preciso abandonar preconceitos ideológicos para assegurar a eficiência no atendimento à Saúde no Brasil. Siqueira desembarcou na cidade para ministrar um seminário sobre o processo de formatação de PPPs em Minas Gerais. Na palestra, não foram abordados especificamente os projetos em análise pelo governo municipal. O pronunciamento do consultor apenas destacou a versatilidade das PPPs tanto na área de infraestrutura econômica e social. “É um mecanismo eficiente em estradas, aeroportos, penitenciárias, escolas ou hospitais”, ponderou. Segundo o coordenador, o primeiro passo para Uberaba entrar no modelo de parcerias é definir quais as prioridades do município. A partir daí serão identificadas oportunidades para a integração com a iniciativa privada. “A prefeitura tem que ter visão do que pretende fazer. Um projeto pode surgir da área privada, mas precisa estar alinhado ao planejamento do município”, acrescentou. A Prefeitura publicou no semestre passado decreto para regulamentar o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). Após a medida, o prefeito Paulo Piau (PMDB) afirma que houve sondagens da iniciativa privada em relação a alguns projetos, mas nada será formalizado oficialmente por enquanto. Piau quer esperar o relatório final da Fundação Getulio Vargas (FGV), que apontará a cartilha de projetos com potencial para a formatação de PPPs. O trabalho da FGV deverá ser apresentado no primeiro semestre de 2014, conforme expectativa do prefeito.