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Secretaria de Educação, em nota, admite a falta de vagas para crianças de zero a quatro anos e reconhece a prioridade de atendimento da filha da faxineira
Falta de vagas na rede municipal para Educação Infantil foi alvo de denúncia encaminhada ao Jornal da Manhã ontem. Moradora do bairro Parque das Américas relatou que procurou duas unidades em janeiro para tentar matricular a filha de quatro anos, mas a criança continua aguardando na fila.
De acordo com a faxineira Roberta de Oliveira Braga, a solicitação de vaga para a filha de quatro anos foi feita no Cemei (Centro Municipal de Educação Infantil) do Parque das Américas e depois na unidade do Volta Grande, que são próximos da residência. No entanto, ela afirma que a resposta foi negativa nos dois casos.
A trabalhadora explica que precisa voltar a trabalhar, mas não tem condições porque não tem com quem deixar a filha. Segundo ela, a criança possui deficiência e precisa de cuidados profissionais. “Não posso deixar com qualquer pessoa e não tenho condição de pagar uma creche particular. Já apresentei os laudos médicos para as escolas e a documentação referente à situação financeira, mas só me falaram para esperar”, alega.
Em nota, a Prefeitura admitiu que o caso seria prioridade de atendimento devido à condição financeira e à deficiência da criança. A administração municipal orientou a mãe a procurar a seção de inspeção da Secretaria Municipal de Educação para avaliar a situação e identificar os motivos para a matrícula não ter sido liberada. Além disso, o governo municipal manifestou que já existe projeto de construção de um novo Cemei na região do Parque das Américas para suprir a demanda da Educação Infantil, porém a obra depende da liberação de verba federal.
Quanto ao número de crianças na fila de espera por vagas no Cemei, a Prefeitura não informou os números e justificou que não possui um levantamento exato. A administração defendeu, entretanto, que a falta de vagas atinge somente a faixa etária de zero a três anos e ressaltou que o atendimento de crianças a partir de quatro anos é obrigatório na rede municipal.