A concentração inicial reuniu cerca de 140 pessoas em frente à casa da família da presidente
Fot Jairo Chagas
Na porta da casa onde morou familiares da presidente Dilma, em processo de desapropriação, manifestantes também protestaram
Protesto contra a presidente Dilma Roussef (PT) durante a manhã foi focado principalmente em críticas à administração municipal. O grupo contestou o valor pago pela Prefeitura para a desapropriação do imóvel que pertenceu aos avós da petista.
A concentração inicial reuniu cerca de 140 pessoas em frente à casa da família da presidente. Parte dos manifestantes espalhou notas de dinheiro de mentira pelo chão para simbolizar desperdício de dinheiro público na compra do imóvel. Nos cartazes afixados no local, a aquisição também foi criticada.
Integrante da comissão organizadora do protesto, a administradora Sanívia Avelar, defende que não havia justificativa de declarar a casa patrimônio histórico e nem investir R$ 270 mil na compra.
“O nosso dinheiro está sendo jogado no lixo, enquanto equipamentos estão quebrados na UPA São Benedito e faltam medicamentos e materiais nas unidades. Os recursos gastos na desapropriação poderiam ter sido aplicados em outras áreas, como a Saúde”, argumenta.
Os cartazes também traziam mensagens contrárias à presidente Dilma e ao governo do PT. O repudio à petista, a reivindicação pró impeachment ou cassação e as críticas tanto ao PT quanto ao PMDB também foram citados nos pronunciamentos.
Após a abertura, o grupo se dispersou e um número menor de manifestantes continuou o protesto em passeata pelas avenidas Guilherme Ferreira e Leopoldino de Oliveira. Guarda Municipal fez o bloqueio do trânsito ao longo do percurso. O ato foi encerrado na praça Santa Rita, onde a maçonaria estava mobilizada para a coleta de assinaturas em apoio ao projeto de lei que pretende transformar corrupção em crime hediondo.
A proposta será apresentada como lei de iniciativa popular no Congresso, mas precisa reunir 1,5 milhão de assinaturas para ser acatada.