Deputada federal Jô Morais participou ontem de audiência pública para falar sobre o trabalho que desenvolve à frente da presidência da CPMI da Violência contra a Mulher
Deputada federal Jô Morais participou ontem de audiência pública para falar sobre o trabalho que desenvolve à frente da presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher, instalada em fevereiro pelo Congresso Nacional. A discussão aconteceu no plenário da Câmara Municipal de Uberaba.
De acordo com ela, o Brasil está no sétimo lugar no ranking dos países que mais matam mulheres no mundo. Nos últimos 10 anos, 43 mil mulheres foram assassinadas, sendo que 68,8% dos homicídios ocorreram dentro de casa e foram praticados por maridos, companheiros e namorados das vítimas. Ela lembra inclusive que levantamentos recentes dão conta de 62 assassinatos de mulheres e sendo inclusive duas mortes registradas em Uberaba.
Para ela, existem três problemas já diagnosticados pela comissão, como a demora na notificação dos agressores das medidas protetivas, que poderiam salvar a vida de muitas mulheres, a necessidade de criação de centros integrados de atenção às mulheres, com representantes das delegacias especializadas, Ministério Público e Poder Judiciário, e um sistema unificado para levantar os dados sobre a violência praticada contra as mulheres no País.
O relatório deverá ser entregue até novembro pela relatora, a senadora Ana Rita (PT). O documento, segundo a presidente, vai trazer recomendações para o combate à violência contra a mulher. Ela adianta que uma das propostas será a criação de um fundo orçamentário de apoio ao enfrentamento à violência contra a mulher. Para Jô Morais, a falta de recursos é um dos principais problemas para o enfrentamento da violência contra a mulher no Brasil.