Cumprindo agenda em Minas Gerais ontem, a presidente Dilma Roussef se esquivou de comentar o resultado da pesquisa DataFolha
Cumprindo agenda em Minas Gerais ontem, a presidente Dilma Roussef (PT) se esquivou de comentar o resultado da pesquisa DataFolha em que aparece liderando as intenções de voto. No levantamento, a petista aparece com média de 40% da preferência do eleitorado. Presente à inauguração de fábrica em Itajubá, Dilma foi questionada sobre os números durante coletiva de imprensa e se esquivou declarando que a prioridade no momento é dar continuidade às ações de governo. Dilma aparece em primeiro lugar em todos os cenários pesquisados, porém a distância para o segundo colocado varia de acordo com os nomes apresentados. Quando o PSB traz o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na cabeça de chapa, a petista lidera com média de 40% das intenções de voto. Em seguida, aparece um dos candidatos tucanos com percentual entre 21% (Aécio Neves) e 25% (José Serra). Campos vem em terceiro, com 15%. No entanto, a situação muda se o PSB optar pela candidatura de Marina Silva à Presidência. Dilma teria, no máximo, 39% das intenções de voto e Marina atingiria 29%. Neste cenário, o PSDB viria em terceiro com percentual entre 17% (Aécio) e 20% (Serra) da preferência do eleitorado. O deputado estadual Antonio dos Reis Lerin (PSB) analisa que a filiação de Marina e de outras lideranças fortaleceu o nome do governador pernambucano na disputa. Segundo ele, o nome de Campos até então estava na lanterninha das pesquisas e o quadro começa a se reverter. “Ultrapassamos agora a casa dos dois dígitos [por causa dos novos apoiadores]. Só esperávamos esse crescimento a partir de 2014”, pondera. Questionado sobre a vantagem de Marina no levantamento, Lerin argumenta que candidatura de Campos já estava colocada quando a ex-senadora se filiou ao PSB. O deputado acrescenta que a recém-filiada inclusive se comprometeu em dar apoio ao projeto, com objetivo de despolarizar as eleições do ano que vem. “Se houver mudança [na cabeça de chapa], a decisão vai partir do Eduardo campos e não da Marina”, sentencia. Já o presidente do PT em Uberaba, Fábio Macciotti, afirma que o desempenho de Marina Silva não representa ameaça à candidatura petista. De acordo com o líder partidário, a partir de agora os eleitores começam a avaliar os nomes e os projetos apresentados por cada grupo. “A opção da Marina [pelo PSB] mostra que ela contraria o que inicialmente estava pregando”, alfineta. Macciotti acredita que a situação favorece o projeto de reeleição da atual presidente, pois os números mostram satisfação dos brasileiros quanto a gestão do PT. “Defendemos um projeto que começou com Lula. Não é perfeito e nem está completo, mas continua dando resposta e abrindo caminho desenvolvimento e distribuição de renda”, finaliza.