POLÍTICA

Deputados estaduais pedem reforço em investigação de crime em Patrocínio

Família de vereador assassinado Cássio Remis busca apoio da Comissão de Segurança Pública para que culpado seja punido

Gisele Barcelos
Publicado em 06/10/2020 às 17:31Atualizado em 18/12/2022 às 10:03
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Foto/Reprodução

A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ouviu nesta terça-feira (6) a esposa e o irmão do ex-vereador de Patrocínio, Cássio Remis, morto no último dia 24 de setembro. Eles pediram que a comissão acompanhe de perto as investigações, para evitar que o acusado, o ex-secretário de Obras do município, Jorge Marra, seja eventualmente beneficiado pelo poder econômico e político que sua família tem na cidade e região. 

Por meio de requerimento, assinado pelo presidente da comissão, Sargento Rodrigues (PTB), e pelos deputados Luiz Humberto Carneiro (PSDB), João Leite (PSDB) e Gustavo Santana (PL), será enviado pedido ao chefe de Polícia Civil de Minas Gerais, Wagner Pinto de Souza, para que uma equipe da Delegacia Especializada de Crimes contra a Vida de Belo Horizonte seja deslocada para Patrocínio com a máxima urgência possível para acompanhar o inquérito.

Também foram aprovados requerimentos para que a Comissão de Segurança Pública vá até à Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público, em Belo Horizonte, pedir que o órgão acompanhe a apuração do homicídio. 

Outro desdobramento da reunião é que a comissão levará o caso ao Tribunal Regional Eleitoral em Minas Gerais, solicitando que a Justiça Eleitoral acompanhe o desenrolar dos fatos em Patrocínio por causa da possível motivação política do crime. 

A necessidade de reforço nas investigações foi destacada pelo advogado da família do ex-vereador Cássio, Márcio Leonardo Grossi. Apesar de destacar o trabalho que vem sendo feito pela equipe da Polícia Civil local, o advogado teme que haja tentativas de “obstrução da justiça”, principalmente depois que descobriram que alguém teria tentado recuperar, clandestinamente, os arquivos que estavam no celular do ex-vereador.

O inquérito que investiga as circunstâncias do assassinato do ex-vereador está na fase de oitiva de testemunhas, segundo o próprio advogado. Jorge Marra está preso preventivamente.

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