O projeto que altera de 14 para 21 o número de representantes na Câmara de Uberaba, já aprovado em primeiro turno, foi novamente discutido ontem, desta vez em uma reunião reservada entre os vereadores. À exceção de Tony Carlos (PTB), João Gilberto Ripposati (PSDB) e Almir Silva (PR), os demais participaram da conversa, solicitada pelo presidente Luiz Dutra (PDT).
Novamente não houve consenso quanto à natureza e ao alvo dos cortes para dar abrigo a outras sete cadeiras, e, a se considerar o que disse o pedetista ao Jornal da Manhã, o aumento pode não se concretizar. “Se não houver uma equação de acordo com o que o Poder Legislativo pode gastar, não somos obrigados a este aumento. No entanto, o plenário é soberano e, querendo os colegas, o projeto pode ser discutido e votado. Mas cada um deve se posicionar”, diz Dutra. A polêmica se deve ao fato de que o duodécimo a que a Câmara tem direito, hoje de 6% em relação ao orçamento municipal, não será alterado, mesmo com mais vereadores, pelo contrário, o índice deverá cair a 5% a partir da próxima legislatura, quando a cidade deverá ter ultrapassado os 300 mil habitantes.
Desde o início das discussões em torno desse projeto que Dutra defende o corte de assessores parlamentares, passando dos atuais 13 para nove, e da verba de gabinete de R$19,8 mil para 14,4 mil, mas não há consenso, mesmo em relação às contrapropostas já apresentadas. Na reunião de ontem ficou estabelecido que será feita uma reavaliação de todo quadro dos servidores da CMU e de assessores para um levantamento global de gastos. (RG)