Reunião de representantes dos educadores com o Governo Municipal ontem na Prefeitura (Foto/Divulgação)
Educadores da rede municipal se reuniram ontem com representantes do Executivo para tratarem sobre campanha salarial, mas o encontro não resultou em avanço nas negociações. A administração apenas reiterou o valor do tíquete-alimentação de R$685 e o reajuste linear de 12%, mais um percentual variável para atingir o piso do magistério proporcional.
De acordo com o presidente do Sindemu (Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba), Bruno Ferreira, foi solicitado na reunião que seja concedido à categoria o mesmo valor em dinheiro do tíquete-alimentação dos demais servidores. A Prefeitura ofereceu o mesmo percentual de 39,86%, porém, o tíquete dos professores hoje é menor que do restante dos servidores. Por isso, o resultado final ficou abaixo de R$800.
Além disso, Ferreira informou que foi pedida a aplicação de um índice extra para os coordenadores pedagógicos e inspetores. Pela proposta original da Prefeitura, esses cargos tiveram apenas os 12% de reajuste este ano, enquanto professores e educadores infantis terão percentuais maiores para atingir o piso do magistério.
Para minimizar a divergência e evitar o achatamento nos salários de coordenadores e inspetores, o sindicalista explicou que foi pedido um percentual extra em torno de 6%, semelhante ao pedido feito pelo SSPMU e Sindae.
O líder sindical manifestou que não houve qualquer sinalização sobre as propostas apresentadas na reunião. Ele afirma que os pedidos serão formalizados em ofício que será protocolado nesta sexta-feira e os representantes do governo municipal apenas se comprometeram a fazer um novo estudo para avaliar a viabilidade de atender às demandas.
Em nota, a Prefeitura declarou que reiterou os índices de reajuste ofertados aos profissionais da rede municipal e apontou a revisão do plano de carreira da categoria como alternativa para sanar as divergências salariais.
Segundo a nota, está mantido o compromisso com os sindicalistas de avançar nas negociações por meio da revisão do plano e o objetivo do Governo é corrigir as divergências apontadas pela categoria por meio de adequações nas tabelas salariais do plano. “O compromisso é resgatar o plano de carreira, que seja justo e adequado para a categoria, corrigindo as distorções atuais. Vamos buscar uma solução no curto prazo, até o fim do ano, pois, além da revisão do plano ainda estar em curso, estamos num ano eleitoral e temos prazos a seguir”, pontuou o secretário municipal de Administração, Beethoven de Oliveira.
Já a titular da Educação, Sidnéia Zafalon, acrescentou que o governo municipal vai propor as correções devidas para atender os coordenadores pedagógicos e inspetores.