Presidente do PSB Uberaba, Irizon Amaral Arantes, admitiu em entrevista à Rádio JM, que “para um partido sobreviver, dependendo de certas condições, tem que ser meio fisiologista”. Ele se referia ao fato de a legenda ser base de sustentação dos governos Dilma Rousseff (PT) e Antonio Anastasia (PSB), os quais considera que mantêm uma relação “até madura”. Por essa razão, a sigla tem conversado com todas as correntes representadas no município e assiste de camarote ao que chamou de bate-boca e articulações, até decidir com quem seguirá nestas eleições.
Segundo Irizon, o governador do Estado vai trabalhar para que haja união do grupo, mas em sua opinião, “aqui está muito difícil”. Além disso, entende que a eleição em Uberaba não será decidida sem passar pelo PMDB, partido do atual prefeito [Anderson Adauto] e que tem cinco pré-candidatos à sua sucessão e está longe do consenso. O PSB, ao contrário, já indicou o deputado estadual Antônio Lerin como seu “prefeitável”, lembra, acrescentando que ele é muito próximo de Anastasia.
Para o dirigente partidário, porém, o governador somente deverá manifestar seu apoio a um nome do grupo a partir da segunda quinzena de junho – vale observar que a partir do dia 10 começam as convenções partidárias, que serão realizadas até o dia 30. “Ele [Anastasia] não vai se desgastar apoiando A, B ou C, agora. O Lerin é próximo dele, os dois se respeitam e tenho certeza que no devido momento vamos receber o apoio dele”, aposta.
Além de trabalhar com a pré-candidatura a prefeito, o PSB busca conquistar ao menos três vagas na Câmara. De acordo com Irizon, o partido trabalhou para sair com chapa pura visando à disputa de 21 cadeiras – inclusive com 30% de mulheres –, mas ante ao que considera “tiro na cabeça”, a Casa manteve a mesma representatividade. “Eles simplesmente olharam para si, uma decisão política de momento e eles vão se arrepender”, profetiza o dirigente partidário. (RG)