Três candidatos a prefeito estão utilizando serviço de telemarketing eleitoral para conquistar o voto do cidadão de Uberaba. A ferramenta, que usa mensagens pré-gravadas, faz parte da estratégia eleitoral e tem como objetivo difundir o nome do candidato, as propostas de governo, ações de campanha e, o principal, aprofundar a relação com o eleitor.
O serviço contratado por Adelmo Leão (PT) está utilizando gravações do prefeito Anderson Adauto (sem partido) – que defende o nome do candidato atrelando o pedido à continuidade do governo municipal.
Antônio Lerin (PSB) também se utiliza da ferramenta eleitoral. Além da gravação dele, o candidato ainda usa mensagens gravadas do senador Aécio Neves (PSDB). Outro candidato que aderiu ao serviço é Wagner Júnior (PTC). Devido aos poucos recursos de campanha, o candidato Edson Santana optou por não usar a ferramenta. Por estratégia de campanha, Paulo Piau (PMDB) também optou por não utilizar o serviço, assim como Fahim Sawan (PSDB).
Porém, os telefonemas são feitos ao longo do dia, seja para residências ou para empresas, mas vem causando mal-estar entre as pessoas – que se queixam dos horários e do volume das ligações para um mesmo número de telefone.
Somente ontem a reportagem do Jornal da Manhã recebeu várias queixas sobre estas ligações feitas pelos candidatos. Entre os reclamantes está o gestor da Têxtil Abril, Joabe Vieira de Queiroz. Segundo ele, o sistema de telefonia da empresa possui em torno de cem ramais telefônicos e ontem, durante todo o dia, as linhas ficaram ocupadas com ligações de candidatos. “É um absurdo!”, colocou.
A dona de casa I.B.A também reclamou do serviço de telemarketing eleitoral. Ela diz ter passado todo o domingo em casa atendendo ligações de candidatos. Segundo a dona de casa, os candidatos devem ter discernimento ao utilizar o serviço, que causa aborrecimento ao eleitor. “O dia era de descanso e tive que tirar o telefone do gancho para ter um pouco de sossego em minha casa”, queixou-se.