POLÍTICA

Em reunião tensa, Anderson aceita pensar em contraproposta

Em reunião marcada por momentos de tensão e troca de farpas, vereadores apresentaram ao prefeito Anderson Adauto contraproposta para o reajuste dos servidores municipais

Renata Gomide
Publicado em 29/03/2012 às 14:05Atualizado em 19/12/2022 às 20:31
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Em uma reunião marcada por momentos de tensão e troca de farpas, os vereadores apresentaram ontem ao prefeito Anderson Adauto (PMDB) uma contraproposta para o reajuste dos servidores públicos municipais. Os sindicatos que representam a categoria solicitaram a reposição de perdas inflacionárias de 19% e um aumento real nos vencimentos de 15%, além de um ajuste no tíquete-alimentação, enquanto o Executivo ofereceu entre 5,5 e 6%, divididos em três vezes.

A contraproposta levada ao prefeito – que se dispôs a pensar – trata de um ajuste de 6% a ser pago de uma única vez, além de um aumento de R$120 no tíquete alimentação, que passaria de R$210 para R$330. Presidente da Comissão de Assistência ao Servidor, Marcelo Borjão (DEM) foi o porta-voz do grupo, formado por 12 dos 14 vereadores que se sentaram à mesa com AA – à exceção de Luiz Dutra (PDT) e João Gilberto Ripposati (PSDB), que cumpriam agenda em Belo Horizonte.

O prefeito questionou o ex-aliado e ex-correligionário se, além da contraproposta, tinha trazido o dinheiro, ao que o democrata reagiu que se assim fosse, não precisava de reunião, e pediu respeito. AA afirmou que não se tratava de falta de respeito, mas “vocês vem à casa alheia para dizer o que fazer”. E mais: ele pediu a Borjão que não viesse com sofismo – e até lhe perguntou se sabia o significado da palavra –, acrescentando “parece que os vereadores são bonzinhos”.

As declarações causaram imediato mal-estar, contornado ante a intervenção do professor Godoy (PTB), assinalando ser legítima a presença do grupo enquanto porta-voz dos servidores. Ele também pediu objetividade na conversa e uma posição do prefeito quanto à proposta, ao que Anderson se dispôs a pensar e a trazer uma resposta ainda hoje – após análise da equipe econômica –, antes das assembleias que serão realizadas pelos sindicatos dos Educadores (Sindemu) e dos Servidores Públicos Municipais (SSPMU), respectivamente às 18h30 e 19h, quando será discutido e votado o indicativo de greve

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