Evento realizado ontem em Patrocínio fechou o ciclo de encontros para apresentação do projeto da Região Metropolitana do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (RMTRIAL). Agora os defensores da proposta preparam audiência pública em Uberlândia para divulgar o resultado do estudo de viabilidade técnica da metrópole. O secretário executivo da Associação dos Municípios do Vale do Rio Grande (Amvale), Antonio Sebastião de Oliveira, explica que foi estabelecido um cronograma de ações envolvendo as cinco microrregiões que compõem o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba, mas, por incompatibilidades de agenda anteriormente, ainda faltava realizar o seminário para a microrregião capitaneada por Patrocínio. Segundo Oliveira, a proposta foi amplamente discutida com a população e com as lideranças políticas presentes. “Essa região estava um pouco isolada do contexto, pois tem ligação histórica com noroeste de Minas. Mas debatemos com a comunidade em geral e o resultado foi extremamente positivo”, acrescenta. O secretário executivo informa que a próxima ação no calendário será discussão do resultado do estudo técnico em audiência pública no dia 11 de novembro. O evento acontecerá em Uberlândia. O cronograma será fechado no dia 29 de novembro, com solenidade na Câmara Municipal de Uberaba para entrega do relatório ao presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Dinis Pinheiro (PP). O estudo de viabilidade será anexado ao projeto de lei que cria a RMTRIAL. De acordo com o representante da Amvale, a expectativa é a votação da proposta ainda este ano, mas a análise dependerá do calendário da ALMG. “Existem dois outros projetos para criação de regiões metropolitanas em Minas, mas o nosso está mais avançado. Já realizamos as audiências e estamos com o relatório técnico em fase final”, destaca. Presente ao evento em Patrocínio, o prefeito Paulo Piau (PMDB) salientou que a proposta da região metropolitana será uma forma de assegurar mais investimentos para o interior. “Teremos uma decisão colegiada do que fazer e como resolver os nossos problemas da saúde, da formação de mão de obra, seja também da industrialização da região. Com isso, podemos contrapor Belo Horizonte, que sempre marca nossa região de que não precisa de mais nada. Isso, no último século, tem prejudicado tanto o Triângulo Mineiro quanto o Alto Paranaíba, quando a onda de separatismo está sepultada e queremos a integração com Minas”, argumentou.