Dirigentes dos três sindicatos - dos Servidores Públicos Municipais (SSPMU), dos Educadores (Sindemu) e dos Trabalhadores da Indústria da Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgoto (Sindae) - se reuniram ontem para discutir as respectivas pautas de reivindicação para 2012. Contudo, o grupo também definiu a realização de um ato público contra o governo municipal, cuja data deverá ser marcada até o fim de janeiro.
O encontro, que reuniu Luiz Carlos Santos (SSPMU), Adislau Leite (Sindemu) e Jasminor da Costa (Sindae), teve como objetivo definir as estratégias de negociação dos itens em comum que deverão ser negociados para a categoria, principalmente no que tange à campanha salarial e ao adiantamento da data-base para fevereiro. Apesar de protocolados, o governo municipal não se posicionou sobre o início de discussão dos itens apresentados pelos sindicatos. Para os dirigentes, a postura é a demonstração do descaso para com os servidores e os sindicatos.
Durante a reunião ficou decidido que se caso não haja uma resposta concreta em relação às pautas de negociação, as três entidades vão realizar um ato público que também irá repudiar as declarações do prefeito em relação à contratação temporária no Hospital Regional. Os dois protestos deverão ocorrer em um mesmo dia, conforme garantiram os sindicalistas.
Além da reposição das perdas salariais, as entidades buscam o ganho real nos vencimentos e o reajuste do tíquete-alimentação. Outra questão em comum é a não-utilização da súmula vinculante que impede o reajuste do salário mínimo ao somar vantagens da carreira dos servidores. A questão também está na mira do protesto dos sindicatos.