POLÍTICA

Entre três alternativas de duto, uma deve ser confirmada hoje

O governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) deve anunciar hoje em Uberaba o modelo que será utilizado para trazer o gás à cidade

Publicado em 29/11/2013 às 01:24Atualizado em 19/12/2022 às 10:01
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Sempre se colocando como um otimista quanto a um desfecho favorável em torno da viabilização do gasoduto que será responsável por abastecer a planta de amônia da Petrobras, o governador Antonio Anastasia (PSDB) deve anunciar hoje o modelo que será utilizado para trazer o gás a Uberaba. Três alternativas estavam sendo avaliadas; a primeira opção referente ao duto de transporte da Transportadora de Gás Brasil Central S/A (TGBC) – ligando São Carlos (SP) ao Maranhão –; a segunda, de distribuição, saindo de Ribeirão Preto (SP) até Uberaba, e por último, partindo de Belo Horizonte, ao custo estimado de US$900 milhões. O duto de distribuição, pelo qual o governo mineiro vinha trabalhando, é orçado em US$230 milhões e tem capacidade para 1,5 milhão de metros cúbicos de gás, contudo levou bomba da Agência Nacional do Petróleo, que o considerou inconstitucional. A sua viabilização através da Cemig/Gasmig, em parceria com a própria Petrobras, depende ainda de um acordo com o governo de São Paulo, o qual estaria resistindo a assiná-lo por causa da capacidade de abastecimento do gasoduto, que deixaria o Estado com uma quantidade insuficiente para a demanda de Ribeirão Preto e região.   Além disso, mesmo que os estados entrem em consenso, será necessário um decreto presidencial permitindo a interligação do gasoduto, ao que Anastasia havia adiantado ao Jornal da Manhã, em entrevista exclusiva no início de setembro, estar confiante que a presidente Dilma Rousseff (PT) irá assiná-lo. Já o duto de transporte, com capacidade para seis milhões de metros cúbicos de gás, tem as licenças necessárias para o início da execução e não necessita de autorização do governo paulista, pois a empresa TGBC é a detentora do projeto. A obra é estimada em US$518 milhões, o que, na avaliação do prefeito Paulo Piau, impactaria no preço da amônia.   A viabilização do duto tem mobilizado diversas lideranças locais, inclusive o Grupo dos 9, o G-9, que reúne a Aciu, CDL, OAB, Sindicato Rural, Instituto de Engenharia e Arquitetura do Triângulo Mineiro (IEA-TM), Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais/Regional Vale do Rio Grande (Fiemg), Sociedade de Medicina, Sinduscon e o Centro das Indústrias do Vale do Rio Grande (Cigra). Em setembro, seus integrantes se reuniram com o governador para pedir-lhe empenho na questão e, agora, foram convidados pelo chefe do Executivo para acompanhar o anúncio desta sexta.   Nos últimos meses foram realizadas várias reuniões em Uberaba, Belo Horizonte e Brasília com objetivo de chegar a um consenso quanto ao duto, ações que também envolveram a participação dos ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Edison Lobão (Minas e Energia). A Câmara de Uberaba também entrou no processo e fez audiência pública no plenário.   Há quinze dias o governo de Minas assinou novo protocolo de intenções com a Petrobras para a construção da fábrica de amônia em Uberaba, um investimento de aproximadamente R$2,3 bilhões, com início das atividades previsto para novembro de 2016. Termo de compromisso já havia sido assinado em 2011 pela presidente Dilma Rousseff, na cidade, porém o documento não era tão completo e detalhado quanto o atual.   Conforme o protocolo assinado, a planta de amônia está inserida no Plano de Negócios da Petrobras. A unidade possui capacidade projetada de aproximadamente 1,5 mil toneladas por dia de amônia, o que corresponde a 519 mil toneladas por ano. Projeta-se também a venda de aproximadamente 277 mil toneladas por ano de dióxido de carbono (CO2).

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