Plano Local de Habitação de Interesse Social foi elaborado pela Universidade Federal de Uberlândia e constatou ainda que mais de 90% das unidades dos Girassóis 3 e 4 têm algum tipo de problema construtivo
Equipe da Universidade Federal de Uberlândia entregou ontem o estudo que traça o perfil da habitação popular de Uberaba (Foto//Lílian Veronezi/PMU)
A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) entregou à Prefeitura de Uberaba os resultados da revisão do Plano Local de Habitação de Interesse Social (PLHIS). O estudo, de 2025, foi apresentado à prefeita Elisa Araújo (PSD) pelos professores Fernando Garrefa e Simone Villa, responsáveis técnicos pelo trabalho desenvolvido em atendimento à Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra).
A pesquisa de Avaliação Pós-Ocupação em Habitação de Interesse Social analisou dois conjuntos habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida, sendo Girassóis 3 e 4, com 990 unidades avaliadas, aplicação de 100 questionários e realização de oficinas participativas com moradores. O levantamento identificou que 62% das famílias fizeram reformas ou ampliações nas moradias, geralmente sem orientação técnica, e que 92,9% das unidades apresentam algum tipo de problema construtivo, evidenciando a necessidade de políticas públicas voltadas à assistência técnica, manutenção preventiva e melhoria habitacional contínua.
De acordo com o professor Fernando Garrefa, um dos pontos que mais chamaram a atenção da equipe de pesquisa foi a redução do volume do déficit quantitativo de casas para o porte de Uberaba. “Um dos pontos altos também é a qualificação da Cohagra para fazer acompanhamento desse plano em tempo real, porque ela trabalhou o plano junto conosco. E eles já estão colocando em andamento várias metas, inclusive do plano. E, agora, a Cohagra fica com essa missão de tocar, acompanhar e de tentar viabilizar os recursos para melhorar a habitação em Uberaba. É uma grande tarefa”, reforçou.
A prefeita Elisa Araújo disse que o documento passa a orientar o planejamento habitacional do município até 2037. “As melhores decisões são baseadas em fatos, números e informações. E esse banco de informações que foi apresentado aqui vai ser traduzido em políticas públicas mais assertivas, ao encontro da necessidade da nossa população, ao encontro daquilo que a comunidade verdadeiramente precisa, não o que a gente acha”, destacou.
A presidente interina da Cohagra, Regiane Isidoro, ressaltou que a Companhia já vem trabalhando na redução tanto do déficit quantitativo quanto do déficit qualitativo. “Entre as ações estão a estruturação de um programa municipal de melhorias habitacionais, sendo a primeira fase dele o lançamento de um site, onde os moradores dos novos empreendimentos terão acesso a orientações técnicas de como cuidar do imóvel, com acesso a projetos arquitetônicos e estruturais, e orientações em relação à convivência com os vizinhos”, ressaltou.