Através de sua assessoria de imprensa, o secretário-geral do PMDB-Minas Gerais confirmou o pedido de intervenção
Através de sua assessoria de imprensa, o secretário-geral do PMDB-Minas Gerais, deputado estadual Antônio Júlio, confirmou o pedido de intervenção no Diretório Municipal de Uberaba. O documento foi protocolado na sede do partido, sexta-feira, dia 13, contudo ainda não foi analisado pela Executiva Estadual, que é presidida pelo deputado federal Antônio Andrade. Esta pode ser a razão para a reação do dirigente, que ontem conversou rapidamente por telefone com o Jornal da Manhã e preferiu não se manifestar.
“Até o momento não tenho nada a declarar, não chegou nada às minhas mãos”, assegurou Toninho Andrade, como é mais conhecido. Ele, porém, se comprometeu a um posicionamento na próxima segunda, 23. Neste dia a Executiva faria uma reunião, mas o encontro foi desmarcado até segunda ordem, ou seja, até lá, o pedido de intervenção ficará engavetado. Ainda conforme Antônio Júlio, o partido [em Uberaba] precisa buscar a conciliação para sair unido nas eleições de 2012.
Em entrevista exclusiva ao JM – publicada na edição desta sexta-feira, dia 20 – o reitor da Universidade de Uberaba e peemedebista histórico, Marcelo Palmério, confirmou que é signatário do pedido de intervenção, que visa a chamar o comando estadual à corresponsabilidade na condução do processo em Uberaba. Para ele, o partido não pode ficar a reboque nessas eleições, tem que definir logo seu pré-candidato, porque é preciso que haja um prazo até a convenção para que os acordos sejam feitos com os partidos aliados.
“Quando se vai para uma convenção, é para ratificar o que foi acertado e começar oficialmente a campanha eleitoral. E o que estamos percebendo é que está havendo uma demora nessa definição”, disse Palmério, referindo-se às ações do prefeito e seu correligionário Anderson Adauto, que defende um prazo mais elástico para a escolha. O seu ungido Rodrigo Mateus (secretário municipal de Governo) também encontra resistência de alas do PMDB, por ser, como destacou Palmério, eleitoralmente inconsistente, além de inexperiente.