POLÍTICA

Falta de remédios na rede continua sendo alvo de reclamações

Ontem, denunciante relatou atraso no fornecimento do Depakote Sprinkle/125 miligramas, remédio utilizado no tratamento de epilepsia infantil.

Gisele Barcelos
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 17/12/2022 às 04:28
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Falta de medicamento na Rede Municipal de Saúde continua sendo alvo de reclamações ao Jornal da Manhã. Ontem, denunciante relatou atraso no fornecimento do Depakote Sprinkle/125 miligramas, remédio utilizado no tratamento de epilepsia infantil. A fonte explica que já esteve duas vezes na farmácia da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e foi informado na segunda-feira (26) que o medicamento estaria disponível na sexta-feira (30). “Voltei ontem e agora falaram que não tinha previsão de chegada”, completa.

Conforme o denunciante, o filho de dois anos necessita de medicação diária e tem direito a cinco caixas do remédio por mês. No entanto, até agora somente duas cartelas foram fornecidas pela Prefeitura. Como a criança pode ter uma crise de convulsão sem o tratamento, ele explica que está tirando do bolso, mas é difícil arcar com o custo. “Várias reclamações foram feitas na ouvidoria de Saúde. Vou formalizar denúncia segunda-feira (2) no Ministério Público”, cobra.

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o Depakote não faz parte da farmácia básica e é fornecido de forma personalizada, através de processo especial ou mandado judicial. O departamento também informa que a cartela de 500 miligramas está em falta no mercado, mas só poderia dar detalhes sobre a situação se o paciente fosse identificado, pois a compra atualmente é feita individualmente. A rede oferece o medicamento a 20 pessoas.

Para minimizar o problema e agilizar a entrega, a assessoria declara que os remédios de alto custo, referentes a processos especiais e mandados judiciais, serão comprados de um fornecedor único. O processo licitatório está em andamento e a abertura das propostas de preço acontecerá no dia 9 de fevereiro. Quanto à farmácia básica, o departamento alega que apenas três dos 80 itens estão em falta: ASS/100mg, Amildorana/200mg e Fenitoina/100mg. A PMU aguarda repasse do Estado.

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